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Radar Econômico - Agosto 2026

Entenda os movimentos que estão influenciando seus investimentos.

Preparamos um compilado dos fatos mais importantes da economia do Brasil e do mundo. Assim, você terá mais informações para avaliar seus investimentos na previdência privada.

 

CENÁRIO MACRO

Em agosto, o cenário econômico global seguiu marcado por incertezas em relação à inflação, às contas públicas de grandes economias e aos próximos passos dos bancos centrais. Nesse ambiente, investidores passaram a exigir retornos maiores para aplicar seus recursos por prazos mais longos, refletindo uma postura mais cautelosa em relação ao futuro. Esse movimento foi influenciado pelo aumento dos gastos públicos, pela maior demanda por crédito das empresas e pela expectativa de que a inflação possa permanecer em níveis mais elevados.

Nos Estados Unidos, a taxa de juros dos títulos públicos de 30 anos atingiu 5,3% em agosto, levando o governo americano a ampliar seu programa de recompra desses papéis. Já os juros de curto prazo recuaram levemente, refletindo sinais de desaceleração da atividade econômica e de moderação da inflação. Esse cenário reforçou a percepção de que o Fed, Banco Central dos Estados Unidos, não deve elevar os juros no curto prazo. O documento divulgado após a reunião de julho reforçou que, apesar dessa expectativa, o banco central americano segue atento aos riscos de aumento da inflação e não descarta novas altas, caso os próximos indicadores econômicos justifiquem esse movimento.

O ambiente de juros elevados no cenário global segue desafiador para países emergentes, como o Brasil. Apesar disso, a expectativa continua sendo de continuidade do ciclo de queda da Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, nos próximos trimestres, embora sua intensidade possa ser limitada por pressões sobre o câmbio e seus possíveis efeitos sobre a inflação.

No Brasil, os dados mais recentes indicam que a economia e a geração de empregos estão crescendo em um ritmo mais lento. Ao mesmo tempo, a preocupação com a inflação e com as contas públicas do governo continua presente. Diante desse cenário, nossa expectativa é que a taxa Selic permaneça em 13,75% em setembro e fique estável nos meses seguintes, começando a cair gradualmente ao longo do próximo ano, encerrando 2027 em torno de 12%.

 

RENDA FIXA

A renda fixa registrou desempenho positivo em agosto, com destaque para os investimentos ligados à inflação, especialmente aqueles com vencimentos mais longos. A expectativa de desaceleração da economia e de continuidade da queda da Selic contribuiu para esse resultado. Para os próximos meses, a perspectiva continua favorável, embora o cenário internacional e as oscilações do câmbio devam seguir no radar dos investidores.

 

RENDA VARIÁVEL

A renda variável teve desempenho negativo em agosto, com queda relevante do Ibovespa. O movimento refletiu um ambiente de maior cautela dos investidores diante das incertezas no cenário econômico. Para os próximos meses, uma desaceleração da atividade econômica e novos cortes de juros podem favorecer o mercado de ações. Ainda assim, o cenário externo tende a manter a volatilidade elevada no curto prazo.

 

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