Radar Econômico - Julho 2026
Confira o olhar de nossos especialistas sobre o momento atual da economia.
Preparamos um compilado dos fatos mais importantes da economia do Brasil e do mundo. Assim, você terá mais informações para avaliar seus investimentos na previdência privada.
CENÁRIO MACRO
Julho foi marcado pelo aumento das tensões no Oriente Médio e por novas medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos, fatores que trouxeram mais incerteza aos mercados globais. Nos EUA, os dados mais recentes mostraram uma inflação mais comportada, mas integrantes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) continuam alertando para o risco de novas altas de juros caso os preços voltem a acelerar. Na China, os números mais recentes mostraram uma economia crescendo em ritmo mais lento do que o esperado, uma informação acompanhada de perto pelos mercados devido à relevância da economia chinesa para o crescimento global.
No Brasil, os indicadores apontaram uma desaceleração gradual da economia, refletindo os efeitos do atual nível de juros. A inflação medida pelo IPCA ficou abaixo das expectativas do mercado, sinalizando um cenário mais favorável para os preços no curto prazo. Ainda assim, persistem dúvidas sobre a trajetória da inflação nos próximos anos, o que exige cautela do Banco Central. Em um ambiente global ainda marcado por incertezas, o espaço para novas quedas dos juros tende a permanecer mais limitado.
RENDA FIXA
Em julho, a renda fixa teve um bom desempenho, com destaque para os títulos atrelados à inflação e os prefixados de curto prazo, favorecidos pelo IPCA abaixo do esperado. Os ganhos foram parcialmente limitados pelas preocupações com a inflação nos próximos anos, enquanto os pós-fixados, que acompanham a taxa Selic, seguiram entregando retornos consistentes. O cenário continua favorável para os pós-fixados, que se beneficiam dos juros elevados. Também pode fazer sentido aumentar gradualmente a exposição a títulos atrelados à inflação com vencimentos intermediários, enquanto os prefixados de prazo mais longo ainda exigem cautela, já que o espaço para novas quedas de juros segue limitado.
RENDA VARIÁVEL
Mesmo em um ambiente global mais cauteloso, marcado pelos conflitos no Oriente Médio, pelas novas tarifas dos EUA e pelos sinais de desaceleração da economia chinesa, o Ibovespa encerrou julho em alta. O principal apoio veio da inflação brasileira, que ficou abaixo das expectativas do mercado e ajudou a impulsionar o otimismo dos investidores, compensando parte das incertezas externas. Para os próximos meses, o cenário continua pedindo seletividade nas escolhas de investimento, com preferência por empresas sólidas e com resultados consistentes. Também será importante acompanhar a evolução do cenário internacional, que ainda pode trazer períodos de maior oscilação aos mercados.
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