Radar Econômico - Maio 2026
Acompanhe o cenário de juros, inflação e seus possíveis impactos na economia.
Preparamos um compilado dos fatos mais importantes da economia do Brasil e do mundo. Assim, você terá mais informações para avaliar seus investimentos na previdência privada.
CENÁRIO MACRO
Os conflitos no Oriente Médio seguem dominando o noticiário, ainda sem uma definição clara, e continuam pressionando a inflação global, especialmente por meio da alta dos preços do petróleo e seus efeitos indiretos sobre expectativas para a inflação e outros custos. Diante desse cenário, bancos centrais adotaram um discurso mais cauteloso, indicando menor espaço para novos cortes de juros.
Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção dos juros no patamar atual nos próximos meses, no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano, em um cenário de inflação ainda persistente. A proximidade das eleições legislativas americanas também deixa os investidores mais cautelosos diante dos riscos de impactos políticos dos conflitos na tomada de decisão do eleitor nos EUA, podendo trazer mais volatilidade nos mercados.
No Brasil, os dados mais recentes indicam uma atividade econômica mais forte no primeiro trimestre, além de um mercado de trabalho ainda aquecido. Ao mesmo tempo, a inflação segue pressionada, já refletindo os impactos dos conflitos internacionais.
Nesse contexto, o Banco Central mantém uma postura cautelosa, contribuindo para evitar uma piora nas expectativas de inflação, mas que ainda permanecem em níveis elevados. Isso significa que os juros devem seguir em patamares mais altos por mais tempo. Trabalhamos com continuidade da redução da taxa de juros, de forma gradual, encerrando o ano em 13,25%, podendo haver ajustes conforme a evolução do cenário.
RENDA FIXA
A renda fixa teve um mês de maio mais desafiador no Brasil, com queda no valor de alguns ativos e devolução de parte dos ganhos recentes. Os títulos pré-fixados e os atrelados à inflação foram os mais impactados especialmente diante do cenário externo mais pressionado, com inflação persistente nos Estados Unidos e a expectativa de juros elevados por mais tempo. Nesse contexto, os investimentos pós-fixados seguem como alternativa mais conservadora, enquanto os papéis ligados à inflação, apesar da maior volatilidade recente, continuam relevantes para estratégias de médio e longo prazo.
RENDA VARIÁVEL
A bolsa brasileira teve um mês de maio negativo, impactada principalmente pela saída de capital estrangeiro e pelo cenário externo mais desafiador, marcado por incertezas em relação à inflação global e aos juros. Apesar do desempenho no mês, o Ibovespa ainda acumula valorização no ano. Olhando adiante, fatores como o cenário internacional, a política monetária e o ambiente eleitoral tendem a manter a volatilidade elevada, reforçando a importância de carteiras diversificadas, alinhadas ao perfil e ao prazo de cada investidor.
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