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Radar Econômico - Outubro 2026

Entenda os movimentos que estão influenciando seus investimentos.

Preparamos um compilado dos fatos mais importantes da economia do Brasil e do mundo. Assim, você terá mais informações para avaliar seus investimentos na previdência privada.

 

CENÁRIO MACRO

Em outubro, os mercados continuaram acompanhando de perto as decisões dos bancos centrais e os desdobramentos da economia global. Embora ainda exista preocupação com a inflação, a expectativa segue sendo de aumentos limitados dos juros nas principais economias desenvolvidas. Ao mesmo tempo, os juros de longo prazo permanecem pressionados, refletindo preocupações com a necessidade de mais recursos por parte dos governos, o aumento dos investimentos em infraestrutura e tecnologia e um cenário geopolítico mais incerto.
No Brasil, com a definição do ciclo eleitoral, os dados econômicos voltaram ao centro das atenções, em especial, a evolução das contas públicas. Os indicadores mais recentes continuam apontando para um crescimento mais moderado da economia, influenciado pelos juros ainda elevados, pelo maior endividamento das famílias, pelo ritmo mais lento da oferta de crédito e por um mercado de trabalho menos aquecido do que alguns meses atrás. Além disso, os índices de confiança seguem mostrando um cenário de maior cautela entre consumidores e empresas, o que reforça nossa expectativa de atenção adicional por parte do Banco Central na condução da política monetária que pode pausar o ciclo de queda de juros, para obter mais informações em um ambiente tão incerto, voltando a reduzir juros a partir de meados de 2027.
Em momentos como esse, é natural observar oscilações nos mercados. As mudanças nas expectativas sobre juros, inflação e crescimento econômico levam investidores a reavaliarem riscos e perspectivas para os próximos anos, o que se reflete em movimentos de alta e queda nos preços de diferentes investimentos, tanto na renda fixa quanto na variável.

 

RENDA FIXA

Os investimentos em renda fixa tiveram um mês marcado por oscilações. No início de outubro, a expectativa de continuidade da queda da Selic favoreceu os títulos prefixados e os investimentos atrelados à inflação. Já na reta final do mês, o aumento das preocupações com o cenário fiscal, a inflação e o ambiente externo levaram os investidores a adotarem uma postura mais cautelosa, pressionando principalmente os títulos de prazos mais longos. Para os próximos meses, os investimentos pós-fixados, que acompanham a Selic, continuam apresentando perspectivas favoráveis. Ao mesmo tempo, a alta recente das taxas tornou os títulos prefixados e os investimentos atrelados à inflação mais atrativos para quem investe com foco no longo prazo e está disposto a conviver com oscilações no decorrer do caminho. Ainda assim, a velocidade da queda dos juros continuará dependendo da evolução do cenário econômico.

 

RENDA VARIÁVEL

A bolsa brasileira teve um mês de maior volatilidade em outubro, refletindo mudanças nas expectativas dos investidores em relação à economia, às contas públicas e à trajetória dos juros. Esse cenário afetou principalmente empresas mais sensíveis ao ritmo de crescimento da economia e ao nível dos juros, contribuindo para um desempenho mais fraco do mercado ao longo do mês. Apesar disso, a queda observada em algumas ações ampliou oportunidades para investidores com foco no longo prazo. Nos próximos meses, a evolução da inflação e dos juros continuará sendo determinante para o desempenho do mercado acionário.

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