Blog Brasilprev

Tudo sobre previdência privada e mercado financeiro, para quem já investe ou deseja começar!

banner

Relatório de Estratégia de Fundos – Março 2026

Confira as estratégias adotadas pela Brasilprev para os fundos de Renda Fixa e Multimercado.

Em março, os conflitos no Oriente Médio dominaram o noticiário internacional, contrariando as expectativas iniciais de uma rápida conclusão das operações militares. Esse cenário contribuiu para a forte elevação dos preços do petróleo, impulsionada por restrições logísticas, especialmente no Estreito de Ormuz. Mesmo com a liberação de estoques estratégicos por países desenvolvidos, os preços permanecem elevados, afetando consumidores e empresas globalmente. Diante disso, os bancos centrais adotaram discursos mais cautelosos, destacando o alto grau de incerteza econômica, já que choques de oferta no petróleo podem pressionar a inflação no curto prazo e a atividade econômica no médio prazo.

O principal risco é que esse choque se espalhe para outros preços e afete as expectativas inflacionárias, o que poderia levar a uma postura mais rígida dos bancos centrais, em relação aos juros. Em paralelo, o aumento da aversão ao risco fortaleceu o dólar, ainda que de forma moderada, com o real se desvalorizando menos que o previsto, até o momento. Nesse contexto, o Banco Central do Brasil iniciou um ciclo de flexibilização monetária ao reduzir a taxa Selic de 15,00% para 14,75% ao ano, sinalizando possível aceleração adiante. Ainda assim, a avaliação é de que a trajetória de queda dos juros seguirá de forma cautelosa e mais gradual, condicionada à evolução do cenário global.

 

Índice Últimos 12 meses Últimos 24 meses Últimos 36 meses No ano No mês
CDI 14,79% 27,72% 43,50% 3,41% 1,21%
Ibovespa 43,91% 46,33% 84,00% 16,35% -0,70%
IPCA 4,14% 9,85% 14,16% 1,92% 0,88%

Estratégias Renda Fixa

Clássico

O fundo segue com uma estratégia conservadora, mantendo todo o portfólio em títulos públicos pós‑fixados. Mesmo com o início do ciclo de queda dos juros em março, reduzindo para 14,75% ao ano, esses ativos continuam oferecendo boa rentabilidade.

Clássico Plus

Em março, reduzimos parte da posição em pós‑fixados — que ainda representam a maior parte da carteira — para começar a investir em títulos prefixados de curto e médio prazo. A maior incerteza no período fez com que esses títulos passassem a oferecer taxas mais altas do que esperamos para um cenário de continuidade dos cortes de juros, criando oportunidades de ganho. O restante da carteira continua aplicado em títulos de crédito privado de baixo risco.

Crédito Privado

O fundo permaneceu com 100% do portfólio alocado em ativos de emissão privada de baixo risco. Em fevereiro, observamos uma abertura dos spreads (prêmio de risco em relação aos títulos públicos), reflexo de uma maior aversão ao risco após eventos recentes de crédito e de um fluxo mais fraco para fundos da classe, o que trouxe certa volatilidade a classe. Mantivemos uma postura prudente na seleção dos ativos, priorizando emissores sólidos e bem avaliados.

FIX

A estratégia do fundo busca seguir os movimentos da taxa básica de juros, mantendo baixa volatilidade. Durante o período, reduzimos parcialmente as posições em pós‑fixados, que continuam sendo a principal alocação do portfólio, e também fizemos um pequeno ajuste nas posições em ativos de inflação de longo prazo. Por outro lado, ampliamos as posições em títulos prefixados de curto e longo prazos. Após as incertezas do mercado em março, esses ativos passaram a oferecer taxas mais altas, criando boas oportunidades dentro do ciclo de cortes de juros.

Concept e Estratégia 2025

Os fundos têm como estratégia principal investir em ativos de inflação de curto prazo. O conflito entre Irã e Estados Unidos aumenta o risco de alta no preço do petróleo, o que pode pressionar a inflação global ao elevar custos de energia, transporte e produção. Nesse contexto, a alocação em títulos indexados à inflação ganha relevância.

Premium Renda Fixa

Durante o mês, reduzimos parte das posições em ativos indexados à inflação, tanto de curto quanto de longo prazo. Ainda assim, essa classe continua sendo relevante na carteira e pode se beneficiar da continuidade do ciclo de cortes de juros. Por outro lado, ampliamos as posições em títulos prefixados de curto e longo prazos. A recente abertura das curvas de juros, provocada pelas incertezas decorrentes da escalada do conflito, elevou as taxas desses ativos, criando oportunidades de ganho em um cenário de queda gradual dos juros. As posições em pós‑fixados foram mantidas, já que continuam favorecidas pelo nível ainda elevado das taxas de juros (Selic).

Ativo Renda Fixa

Ao longo de março, reduzimos parcialmente as posições em títulos prefixados de longo prazo. Mesmo assim, essa classe continua tendo papel importante no fundo. Por outro lado, ampliamos as alocações em ativos pós‑fixados, que seguem favorecidos pelo atual nível da taxa Selic. Também aumentamos as posições em títulos indexados à inflação, que ganham relevância no cenário de alta do petróleo — resultado do conflito — o que pode pressionar a inflação global.

Pré Ativo

O fundo mantém 100% do portfólio alocado em ativos prefixados, distribuídos entre prazos curtos e longos. As tensões geopolíticas fizeram o mercado passar a esperar juros mais altos por mais tempo, levando as taxas a níveis que acreditamos não estarem alinhados ao nosso cenário-base — que segue sendo de continuidade das quedas na taxa de juros. Com a normalização do ambiente, vemos potencial de ganho nesses ativos.

Estratégia 2035/Inflação 2045/inflação 2055

Os fundos permanecem totalmente alocados em ativos indexados à inflação de longo prazo. O conflito entre Irã e Estados Unidos aumenta o risco de alta no preço do petróleo, o que pode pressionar a inflação global ao elevar os custos de energia, transporte e produção. Nesse cenário, os títulos atrelados à inflação ganham ainda mais relevância. Ainda assim, os papéis de prazo mais longo exigem maior cautela, devido às incertezas fiscais e ao cenário eleitoral no Brasil, que podem gerar maior volatilidade nas taxas.

Crédito Privado Plus e Crédito Privado Plus IQ

Em março, reduzimos um pouco a aplicação em crédito privado, embora essa ainda seja a principal classe da nossa estratégia. Notamos que os spreads — ou seja, o prêmio de risco em relação aos títulos públicos — ficaram mais altos. Isso aconteceu porque aumentou a aversão ao risco após eventos recentes no mercado, os juros no Brasil continuam elevados (o que aumenta o risco das empresas) e houve menos entrada de recursos nos fundos de crédito privado, reduzindo a liquidez no mercado.

Por outro lado, adicionamos ao fundo uma pequena parcela de títulos prefixados e indexados à inflação, focando em prazos médios. As tensões geopolíticas fizeram o mercado passar a esperar juros mais altos por mais tempo, levando as taxas a níveis que acreditamos não estarem alinhados ao nosso cenário-base — que segue sendo de continuidade das quedas na taxa de juros. Com a normalização do ambiente, vemos potencial de ganho nesses ativos. Além disso, aumentamos um pouco a posição em pós-fixados. As posições em crédito privado no exterior foram mantidas — em menor proporção — contribuindo para maior diversificação geográfica do portfólio.

Renda Fixa Ativa

O fundo continuou em março/2026 com suas posições estruturais “tomadas” em curvas globais (apostando em alta das yields), principalmente nas curvas dos EUA (partes curta e média), mas também nas curvas médias japonesa, britânica e brasileira, sendo que essas três últimas curvas, em escala menor.

Dado a alta expressiva das Yields globais ao longo de todo o mês de março, devido “principalmente” (não “exclusivamente”) à alta do petróleo com a guerra no Irã, aproveitamos para reduzir boa parte dessas posições estruturais, dado a forte possibilidade do mercado se animar “no curto prazo” com um eventual fim ou pausa dessa guerra. Isso acontecendo, as curvas globais podem cair no curto prazo, mas acreditamos que não voltarão aos níveis pré-guerra, pois terão algumas sequelas devido a destruição parcial da infraestrutura energética no Oriente Médio. Passada a euforia no curto prazo com um cenário de um possível fim ou pausa da guerra, acreditamos que as curvas globais voltarão a subir por todos os motivos expostos em nossa Carta do Gestor nas páginas acima.

No mais, lembramos que o fundo tem um horizonte de longo prazo e bem estruturante, não sendo um fundo Caixa. Por último, pelo seu conceito de fundo “Ativo”, possui uma volatilidade mais próxima de um multimercado de risco moderado, trabalhando com instrumentos derivativos de renda fixa global e doméstica

Estratégias Multimercado

Dinâmico

Em março, reduzimos parte das posições em pós‑fixados, embora eles continuem sendo a maior parcela da estratégia, acompanhando a Selic. Também diminuímos a exposição a ativos de inflação de curto prazo. Por outro lado, aumentamos as alocações em títulos prefixados, especialmente os de prazo médio. Com o foco do mercado no conflito no Oriente Médio e nos possíveis impactos sobre o preço do petróleo, as incertezas levaram a uma expectativa de juros mais altos por mais tempo, devido ao risco de uma inflação mais persistente — cenário que abre oportunidades de ganho com o ciclo de cortes iniciado pelo Copom em março.

As posições em renda variável, tanto no Brasil quanto no exterior, assim como os ativos de inflação de longo prazo, foram mantidas.

Multi Especial

Não realizamos mudanças relevantes nas alocações do fundo em março. Mantemos, em maior proporção, as posições em ativos pós-fixados, que continuam beneficiados pelo nível elevado da Selic. Temos também alocação em ativos indexados à inflação, sobretudo de vencimentos médio e longo, além de uma pequena exposição em prefixados — ambos com potencial de valorização com o ciclo de cortes de juros. Permanecemos posicionados em estratégias voltadas para juros, moedas e bolsa.

Long Bias Plus e Private Long Bias

Março marcou uma inflexão relevante no ambiente global de mercados, com aumento da volatilidade e uma mudança clara no foco dos investidores. Após um início de ano caracterizado por condições financeiras mais benignas e apetite consistente por ativos de risco, o mês foi dominado pela intensificação do risco geopolítico, que passou a se sobrepor aos tradicionais vetores macroeconômicos na dinâmica de precificação dos ativos.

Ao longo do mês, o conflito no Oriente Médio evoluiu de forma significativa, com sucessivos episódios de ataques e contra-ataques, elevação das ameaças à infraestrutura energética e restrições relevantes à navegação em rotas estratégicas. Em paralelo, o noticiário foi pontuado por momentos intermitentes de sinalizações sobre possíveis negociações e iniciativas diplomáticas, que em alguns episódios trouxeram alívios temporários aos mercados. No entanto, tais movimentos não se traduziram em avanços concretos, mantendo o conflito em um estado de impasse, com hostilidades sendo realizadas de ambos os lados e sem visibilidade clara quanto a uma resolução iminente.

O ponto mais sensível desse processo foi o fechamento, ainda que de forma não plenamente declarada, do Estreito de Ormuz, um dos principais gargalos logísticos da economia global. A paralisação quase total do tráfego marítimo comprometeu o escoamento de uma parcela relevante da produção mundial de petróleo e gás, elevando de forma expressiva os prêmios de risco no setor energético. As dificuldades operacionais, o encarecimento dos seguros e a redução drástica do fluxo de navios levaram países produtores da região a realizar cortes de produção, configurando um choque de oferta com implicações macroeconômicas relevantes.

Esse choque rapidamente se refletiu nos preços das commodities energéticas, reacendendo preocupações inflacionárias em um momento no qual o processo de desinflação ainda se mostrava incompleto. O movimento passou a ser interpretado não apenas como um choque temporário, mas como um potencial catalisador de efeitos de segunda ordem, via custos de transporte, produção e expectativas. Nesse contexto, ganhou força a discussão em torno de um possível ambiente de estagflação caso o conflito se prolongue, combinando inflação mais resistente com perda de tração da atividade global.

Os mercados de juros refletiram essa mudança de regime. Nos Estados Unidos, a curva passou a embutir um prêmio de risco mais elevado, com alta das taxas longas, em resposta ao aumento da incerteza geopolítica, ao risco inflacionário associado ao choque de energia e às preocupações fiscais. Em alguns momentos, os Treasuries deixaram de apresentar comportamento clássico de ativo de proteção, refletindo o dilema imposto à política monetária diante de um choque de oferta adverso.

Apesar desse pano de fundo mais desafiador, os dados econômicos divulgados ao longo do mês continuaram mostrando resiliência, especialmente nas principais economias desenvolvidas.

Indicadores de atividade e mercado de trabalho permaneceram consistentes com um cenário de crescimento moderado, sustentando uma leitura ainda relativamente construtiva do ciclo econômico. No entanto, essa resiliência mostrou-se cada vez mais condicionada a um desfecho mais breve do conflito, uma vez que a persistência das disrupções logísticas e do choque de energia representa um risco crescente de deterioração do cenário global à frente.

No Brasil, o ambiente externo mais adverso teve impactos diretos sobre a leitura prospectiva da política monetária. O aumento dos preços das commodities energéticas e a elevação da incerteza global passaram a colocar em dúvida a trajetória futura da inflação, exigindo maior cautela por parte das autoridades monetárias. Nesse contexto, ainda que os fundamentos domésticos tenham permanecido relativamente estáveis, o Banco Central optou, já neste mês, por reduzir o ritmo do ciclo de flexibilização, efetuando um corte de 0,25 ponto percentual, refletindo uma postura mais prudente diante do novo balanço de riscos.

Em síntese, março representou uma transição clara para um ambiente global mais complexo e instável. A escalada do conflito no Oriente Médio, o impasse nas negociações, o choque de energia e a reprecificação das curvas de juros passaram a dominar a dinâmica dos mercados.

Embora os dados econômicos correntes ainda sinalizem resiliência, o cenário prospectivo tornou-se mais dependente de uma resolução mais rápida das tensões geopolíticas, exigindo maior cautela, seletividade e atenção aos riscos inflacionários no processo de tomada de decisão.

Com o forte fluxo de capital estrangeiro desde o início de 2026 para mercados emergentes, principalmente Brasil, iniciamos março com alocação atual em linha com a média vista no fundo nos últimos meses, ao redor de 70% do PL do fundo no Ibovespa, posição indexada e que captura melhor a alta recente das commodities e o ingresso de recursos externo. Continuamos mantendo uma alocação mais dinâmica no fundo para os próximos meses e seguimos atentos aos eventos locais, como eleição, que possuem potencial de risco adicional. Estamos sem posições direcionais em moedas e sem posições em juros no Brasil.

Carteira Prudente

No decorrer do mês, realizamos redução parcial das posições em ativos pós-fixados e em inflação de curto prazo. Por outro lado, aumentamos a exposição à inflação de longo prazo, cujas taxas permanecem em níveis historicamente elevados e podem se valorizar em um cenário de alívio das tensões geopolíticas ou de melhora no ambiente de aversão ao risco.
Também ampliamos as posições em prefixados de longo prazo, que tendem a se beneficiar do ciclo de cortes de juros. Por fim, as posições em bolsa local foram aumentadas, ainda que mantenhamos um posicionamento neutro e seletivo nos ativos.

Carteira Equilibrada

Durante março, seguimos uma dinâmica semelhante à da Carteira Prudente. Reduzimos de forma significativa as posições em ativos pós-fixados, embora essa classe continue sendo majoritária na composição da estratégia, acompanhando o cenário de juros ainda em patamar restritivo. Por outro lado, mantivemos o aumento das posições em inflação de longo prazo, cujas taxas permanecem em níveis historicamente elevados e podem se valorizar em caso de alívio das tensões geopolíticas ou de melhora no ambiente de aversão ao risco. Também ampliamos as posições em prefixados de longo prazo, que podem ser favorecidos pelo ciclo de cortes de juros. Por fim, as posições em bolsa local foram aumentadas, mantendo-se, entretanto, uma postura neutra e seletiva. As exposições em renda fixa externa permaneceram inalteradas.

Carteira Dinâmica

Ao longo do mês, zeramos as posições em prefixados de curto prazo, passando a priorizar ativos com vencimentos intermediários. Essa decisão reflete a intensificação das tensões no Oriente Médio, que elevou as preocupações sobre possíveis impactos nos ativos globais, especialmente no mercado de petróleo. Esse movimento pressionou as taxas de juros globais a níveis que consideramos incompatíveis com o nosso cenário base de continuidade do ciclo de cortes de juros. Dessa forma, com a normalização do ambiente, enxergamos potencial de ganho nesses ativos. As demais posições em pós-fixados, renda fixa no exterior, inflação de curto e longo prazos, bem como em bolsa local e externa, permaneceram inalteradas.

Carteira Audaz

Não realizamos alterações significativas na estratégia em março. Efetuamos apenas uma pequena redução nas posições em renda variável externa e em ativos pós-fixados, com o objetivo de aumentar o posicionamento em ações brasileiras. As exposições em inflação de curto e longo prazos foram mantidas sem alterações.

Ciclo 2020

Em março, reduzimos ligeiramente as posições em ativos pós-fixados, que ainda seguem como a principal alocação do fundo, aproveitando o atual patamar restritivo da taxa Selic.
Por outro lado, aumentamos as posições em prefixados de longo prazo, uma vez que a intensificação das tensões no Oriente Médio elevou as preocupações sobre eventuais impactos nos ativos globais, especialmente no petróleo. Esse movimento pressionou as taxas de juros globais a níveis que consideramos incompatíveis com o nosso cenário base de continuidade do ciclo de cortes de juros. Assim, com a normalização do ambiente, enxergamos potencial de ganho nesses ativos. As posições em ativos indexados à inflação de curto prazo foram mantidas, assim como uma pequena alocação em crédito privado local. O fundo não possui exposição à renda variável, em função do atingimento da data-alvo da estratégia.

Ciclo 2030

Durante o mês de março, não realizamos alterações relevantes na composição da estratégia. Efetuamos pequenas reduções nas exposições à inflação de curto prazo e aos ativos pós-fixados; ainda assim, ambas permanecem com participações significativas no portfólio.
Também reduzimos ligeiramente as posições em crédito privado local e em renda variável externa. Em contrapartida, aumentamos pontualmente a exposição à bolsa brasileira, mantendo uma postura seletiva diante do cenário econômico atual.

Ciclo 2040 e Ciclo 2050

Ambos os fundos mantêm posição majoritária em bolsa local. Em março, realizamos um pequeno aumento dessa exposição, preservando uma postura mais seletiva diante do cenário atual. Além disso, promovemos um leve aumento nas posições em prefixados de longo prazo, cujas taxas atuais, influenciadas pelas incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio, não estão alinhadas ao nosso cenário base de continuidade do ciclo de cortes de juros, abrindo espaço para potenciais ganhos nessa classe. Por outro lado, realizamos pequenas reduções nas exposições a ativos indexados à inflação de curto e longo prazos, além de diminuições em pós-fixados de emissão pública e privada. Também ajustamos marginalmente para baixo as posições em bolsas externas.

Zenit

Durante o mês de março, não realizamos mudanças relevantes na estratégia. Fizemos pequenas reduções pontuais em ativos pós-fixados, que seguem como a principal alocação do fundo, ainda beneficiados pelo nível elevado de juros. Também reduzimos levemente as posições em prefixados de curto prazo, crédito privado e bolsa externa. Em contrapartida, aumentamos a exposição em ações brasileiras, classe em que mantemos posicionamento neutro e maior seletividade diante do cenário atual. Além disso, ampliamos marginalmente a posição em inflação longa, aproveitando níveis historicamente elevados e o potencial de retorno em um cenário de alívio das tensões geopolíticas e melhora do apetite ao risco.

Zenit Plus

Ao longo do mês, realizamos pequenos ajustes na carteira. Reduzimos levemente as posições em pós-fixados de emissão pública e privada, além de uma pequena redução em bolsa externa, que segue mais volátil diante das preocupações relacionadas à inteligência artificial e ao agravamento do conflito geopolítico. Por outro lado, aumentamos a exposição em ações brasileiras, mantendo uma alocação mais seletiva frente ao cenário atual.

Zenit Advanced

Durante março, reduzimos parte das posições em pós-fixados, além de ajustes em crédito privado, prefixados de longo prazo e bolsa externa. Esses movimentos permitiram o aumento da exposição em ações brasileiras, classe na qual seguimos com maior seletividade na alocação diante do cenário atual.

Low Vol e Private Low Vol

Mantivemos posições aplicadas em juros reais, guardando a preferência por vértices mais longos. Na curva nominal, reduzimos moderadamente posição aplicada. Mantivemos posição comprada em Real x USD. Mantivemos posição comprada em cesta de moedas – Euro, Dólar Australiano, Iene, Coroa Sueca, Coroa Norueguesa, Franco Suíço, Renminbi, Dólar Canadense e Libra Esterlina em relação ao dólar. Iniciamos posição comprada em inclinação da curva americana, 2y x 10y, além de posição relativa entre spreads de crédito, tomado em spreads High Yield x aplicado em spreads Investment Grade.

No tocante à atribuição de performance, a posição vendida em Bolsa global contribuiu positivamente. Enquanto os principais detratores de performance foram as posições aplicadas em juros nominais e reais, a carteira offshore e a posição comprada em bolsa doméstica.

Seguimos com posição comprada em bolsa brasileira. Por fim, iniciamos posição vendida em bolsa americana.

Dividendos

Em março, voltamos a aumentar nosso posicionamento em renda variável, que passou a ser a segunda maior concentração do fundo. A alocação ocorre por meio de um portfólio diversificado de empresas que se destacam por apresentar histórico consistente de distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio. Por outro lado, reduzimos marginalmente as posições em ativos pós-fixados, que ainda seguem majoritários no fundo, além de uma pequena redução na exposição à inflação de curto prazo.

Premium Multimercado

Seguimos reduzindo nossas posições em ativos pós-fixados em março. Apesar disso, essa classe continua sendo parte relevante da composição da carteira, aproveitando o atual patamar elevado da taxa Selic. Reduzimos também de forma significativa as posições em ativos indexados à inflação de curto prazo. Ainda assim, mantemos exposições expressivas à inflação em prazos intermediários e longos, uma vez que as taxas seguem em níveis historicamente elevados e podem se valorizar em um cenário de alívio das tensões geopolíticas ou melhora do ambiente de aversão ao risco. Em compensação, aumentamos as posições em títulos prefixados de médio e longo prazos, que também podem ser favorecidos pelo ciclo de cortes de juros. As posições em renda fixa e variável externa, assim como em bolsa local, permaneceram sem alterações ao longo do mês.

Multiestratégia

Durante o mês de março, reduzimos parcialmente as posições em ativos indexados à inflação, tanto em prazos curtos quanto longos. Apesar do início do ciclo de cortes da Selic, o mercado foi pressionado pela intensificação do conflito no Oriente Médio. Ainda assim, identificamos taxas atrativas nesses vencimentos, que podem se valorizar caso haja alívio das tensões geopolíticas ou melhora no ambiente de aversão ao risco. Também reduzimos parte da alocação em renda variável local, mantendo um posicionamento neutro e mais seletivo diante do cenário atual.

Em contrapartida, aumentamos a exposição a ativos prefixados de médio prazo, cujas taxas atuais, influenciadas pelas incertezas decorrentes do conflito no Oriente Médio, não estão alinhadas ao nosso cenário base de continuidade do ciclo de cortes de juros, abrindo espaço para potenciais ganhos nessa classe. Aumentamos ainda as posições em bolsa externa. Embora o índice possa permanecer pressionado no curto prazo, seguimos monitorando de perto possíveis pontos de entrada mais atrativos.

Valor 70

Realizamos em março uma pequena redução em ativos pós-fixados, seguida de redução em renda fixa externa, diante do aumento das incertezas com o tom mais cauteloso do Fed, após a intensificação do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo. Também realizamos uma pequena redução na bolsa externa, que tem apresentado maior volatilidade, refletindo preocupações com possíveis impactos da inteligência artificial, agravadas também pelo conflito. Por outro lado, aumentamos as posições em ações brasileiras, que seguem como a principal concentração do fundo.

Private Valor

Ao longo do mês, não fizemos mudanças relevantes na alocação do fundo. Reduzimos pontualmente as posições em renda fixa externa, diante do aumento das incertezas com o tom mais cauteloso do Fed, após a intensificação do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo. Também realizamos uma pequena redução na bolsa externa, que tem apresentado maior volatilidade, refletindo preocupações com possíveis impactos da inteligência artificial, agravadas também pelo conflito. Em contrapartida, aumentamos as posições em bolsa local, principal alocação do fundo, onde mantemos uma postura neutra e mais seletiva diante do cenário atual.

ASG

Em março de 2026, o fundo apresentou rentabilidade de -3,25%, desempenho superior ao de seu benchmark. O resultado reflete uma carteira mais equilibrada em um mês marcado por aumento da volatilidade, em meio à intensificação das tensões geopolíticas. Nesse contexto, o mercado doméstico foi impactado por incertezas no cenário internacional e por reprecificações na curva de juros, ainda que o fluxo de capital estrangeiro tenha permanecido favorável ao mercado acionário brasileiro.

O principal vetor de performance foi a Petrobras (PETR3), com valorização de 26,2%, impulsionada pela alta do petróleo no mercado internacional, sobrepondo-se às cautelas quanto ao cenário político-regulatório. A Natura também foi destaque, refletindo o otimismo do mercado com a simplificação societária, disciplina de capital e a perspectiva de recuperação gradual de margens. A Vibra Energia (VBBR3) contribuiu positivamente com alta de 6,6%, sustentada por melhora operacional, enquanto a B3 (B3SA3) subiu 2,8%, demonstrando resiliência e volumes robustos mesmo sob maior aversão ao risco. No campo dos ativos defensivos, a Copel (CPLE3) avançou 5,3%, beneficiada pela busca por previsibilidade de fluxo de caixa.

Por outro lado, alguns ativos atuaram como detratores relevantes no período. Cosan (CSAN3) apresentou queda de aproximadamente 14,5%, impactando negativamente o resultado diante de preocupações relacionadas à sua estrutura de capital e à dinâmica de resultados de suas investidas. Cogna (COGN3) também contribuiu negativamente, com recuo próximo de 9,7%, refletindo uma maior aversão a risco em empresas de crescimento mais sensíveis ao nível de juros. Adicionalmente, BTG Pactual (BPAC11) exibiu desempenho negativo, com queda em torno de 8,1%, em um mês marcado por aumento de volatilidade no setor financeiro.

Sob a ótica setorial, os setores de Consumo & Varejo, Utilidade Pública e Transporte & Logística foram os principais contribuidores para o desempenho. Em contrapartida, o setor de Papel & Celulose apresentou a maior detração. Adicionalmente, a menor exposição do fundo ao segmento de Agronegócio & Alimentos, em comparação ao seu benchmark, também impactou negativamente a performance relativa.

Mantemos uma visão construtiva, porém cautelosa, diante dos riscos associados à persistência das tensões geopolíticas e de seus impactos sobre a inflação e a política monetária, ao mesmo tempo em que enxergamos assimetria positiva caso esse cenário evolua de forma mais benigna, especialmente com a continuidade do fluxo de capital externo e a perspectiva de flexibilização monetária no médio prazo.

Retorno Total

O Ibovespa no mês de março perdeu 0,70%. O fundo acabou performando bem abaixo do benchmark (1,13 p.p.) em face de, principalmente, oscilações advindas de posicionamentos equivocados, os quais acabaram acontecendo, em razão do newsflow proveniente, em grande parte, de postagens realizadas, em redes sociais, pelo presidente americano, Donald Trump. As postagens contraditórias que se sucederam, por dias consecutivos, quando em um dia, “a guerra com o Irã vai acabar rápido” e no dia seguinte “faremos com que eles retornem à Idade das Pedras”, fez com que a alocação no portfólio fosse extremamente desafiadora, seja em relação à alocação em empresas petrolíferas, seja em ficar mais posicionado ou mais fora de Bolsa. As montagens e desmontagens de posição acabaram prejudicando um pouco o portfólio, aliado ao fato de que papéis mais líquidos foram usados como funding nos momentos de maior aversão a risco, papéis estes que estávamos posicionados, como, por exemplo, Vale, Axia e alguns bancos grandes.

Brasilprev Multigestor I

No mês de março, o fundo BRASILPREV MULTIGESTOR I FIC MULTIMERCADO apresentou retorno de -1,96% contra 1,21% do CDI. Em 12 meses, o fundo apresenta retorno de 11,91% versus o CDI com retorno de 14,76%. Os destaques no mês foram os fundos BRPREV TOP TPF com retorno de 1,26% e o fundo NEO MULT BRPREV FIFE que rendeu 0,87%. Por outro lado, os fundos KAPITALO K10 PREVI e SPX LANCER PLUS tiveram retorno de -6,01% e -3,73%, respectivamente. Março foi marcado por forte volatilidade após o início da guerra no Oriente Médio, o que desencadeou um movimento amplo de aversão ao risco. O choque energético reacendeu preocupações inflacionárias, pressionou as curvas de juros em todo o globo e atingiu com força os mercados emergentes — o MSCI EM recuou 9,2%. O Brasil apresentou desempenho relativo melhor, beneficiado pela condição de exportador líquido de petróleo: o Ibovespa caiu apenas 0,7%, resultado fortemente concentrado em Petrobras (caso a petroleira fosse excluída, o índice teria recuado mais de 3% no mês).

Ainda assim, o período foi difícil em termos de dispersão, com 71% das ações encerrando em queda. A indústria de fundos multimercado viveu um dos períodos mais desafiadores dos últimos anos. Após um início de retomada consistente, a mudança abrupta do cenário externo levou a fortes ajustes de posições, abertura de curvas, perdas relevantes e reversão de fluxos, interrompendo um movimento que vinha sendo sustentado por expectativas de queda de juros e maior estabilidade macro. Alocações tradicionalmente defensivas, como ouro, não funcionaram, uma vez que muitos gestores utilizaram o ativo como fonte de funding, enquanto o petróleo — consenso de venda na indústria — disparou mais de 50%.

Não realizamos alterações significativas na carteira ao longo do mês.

Brasilprev Multigestor Plus

Em março, o fundo BRASILPREV MULTIGESTOR PLUS FIC MULTIMERCADO apresentou retorno de -2,64% contra -3,42% do IHFA. Em 12 meses, o fundo apresenta retorno de 15,61% versus o IHFA com retorno de 14,34%. Os destaques no mês foram os fundos BRPREV TOP TPF com retorno de 1,26% e o fundo NEO MULT BRPREV FIFE que rendeu 0,87%. Por outro lado, os fundos KAPITALO K10 PREVI e KAPITALO KAPPA PREVI tiveram retorno de -6,01% e -5,78%, respectivamente

Março foi marcado por forte volatilidade após o início da guerra no Oriente Médio, o que desencadeou um movimento amplo de aversão ao risco. O choque energético reacendeu preocupações inflacionárias, pressionou as curvas de juros em todo o globo e atingiu com força os mercados emergentes — o MSCI EM recuou 9,2%. O Brasil apresentou desempenho relativo melhor, beneficiado pela condição de exportador líquido de petróleo: o Ibovespa caiu apenas 0,7%, resultado fortemente concentrado em Petrobras (caso a petroleira fosse excluída, o índice teria recuado mais de 3% no mês).

Ainda assim, o período foi difícil em termos de dispersão, com 71% das ações encerrando em queda. A indústria de fundos multimercado viveu um dos períodos mais desafiadores dos últimos anos. Após um início de retomada consistente, a mudança abrupta do cenário externo levou a fortes ajustes de posições, abertura de curvas, perdas relevantes e reversão de fluxos, interrompendo um movimento que vinha sendo sustentado por expectativas de queda de juros e maior estabilidade macro. Alocações tradicionalmente defensivas, como ouro, não funcionaram, uma vez que muitos gestores utilizaram o ativo como fonte de funding, enquanto o petróleo — consenso de venda na indústria — disparou mais de 50%.

Não realizamos alterações significativas na carteira ao longo do mês.

Brasilprev Multigestor Crédito Privado

No mês de março, o fundo BRASILPREV MULTIGESTOR MULTIMERCADO CRÉDITO PRIVADO apresentou retorno de 0,87% contra 1,21% do CDI. Em 12 meses, o fundo apresenta retorno de 14,20% versus o CDI com retorno de 14,79%. Os destaques no mês foram os fundos RIZA LOTUS BRPREV CP com retorno de 1,23% e o fundo ITAU FLEX ADVANCED que rendeu 1,16%. Por outro lado, os fundos IV BRPREV AB FIFE CP e ITAU SINFONIA BRPREV tiveram retorno de 0,56% e 0,69%, respectivamente. Março foi marcado por forte volatilidade após o início da guerra no Oriente Médio, o que desencadeou um movimento amplo de aversão ao risco. O choque energético reacendeu preocupações inflacionárias, pressionou as curvas de juros em todo o globo e atingiu com força os mercados emergentes — o MSCI EM recuou 9,2%. O Brasil apresentou desempenho relativo melhor, beneficiado pela condição de exportador líquido de petróleo: o Ibovespa caiu apenas 0,7%, resultado fortemente concentrado em Petrobras (caso a petroleira fosse excluída, o índice teria recuado mais de 3% no mês).

Ainda assim, o período foi difícil em termos de dispersão, com 71% das ações encerrando em queda. A indústria de fundos multimercado viveu um dos períodos mais desafiadores dos últimos anos. Após um início de retomada consistente, a mudança abrupta do cenário externo levou a fortes ajustes de posições, abertura de curvas, perdas relevantes e reversão de fluxos, interrompendo um movimento que vinha sendo sustentado por expectativas de queda de juros e maior estabilidade macro. Alocações tradicionalmente defensivas, como ouro, não funcionaram, uma vez que muitos gestores utilizaram o ativo como fonte de funding, enquanto o petróleo — consenso de venda na indústria — disparou mais de 50%.

Não realizamos alterações significativas na carteira ao longo do mês.

Este conteúdo foi útil?

Gostou? Veja notícias similares

Whatsapp - Brasilprev