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Relatório de Estratégia de Fundos – Maio 2026

Confira as estratégias adotadas pela Brasilprev para os fundos de Renda Fixa e Multimercado.

Os conflitos no Oriente Médio seguem dominando o noticiário, ainda sem uma definição clara, e continuam pressionando a inflação global, especialmente por meio da alta dos preços do petróleo e seus efeitos indiretos sobre expectativas para a inflação e outros custos. Diante desse cenário, bancos centrais adotaram um discurso mais cauteloso, indicando menor espaço para novos cortes de juros.

Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção dos juros no patamar atual nos próximos meses, no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano, em um cenário de inflação ainda persistente. A proximidade das eleições legislativas americanas também deixa os investidores mais cautelosos diante dos riscos de impactos políticos dos conflitos na tomada de decisão do eleitor nos EUA, podendo trazer mais volatilidade nos mercados.

No Brasil, os dados mais recentes indicam uma atividade econômica mais forte no primeiro trimestre, além de um mercado de trabalho ainda aquecido. Ao mesmo tempo, a inflação segue pressionada, já refletindo os impactos dos conflitos internacionais.

Nesse contexto, o Banco Central mantém uma postura cautelosa, contribuindo para evitar uma piora nas expectativas de inflação, mas que ainda permanecem em níveis elevados. Isso significa que os juros devem seguir em patamares mais altos por mais tempo. Trabalhamos com continuidade da redução da taxa de juros, de forma gradual, encerrando o ano em 13,25%, podendo haver ajustes conforme a evolução do cenário.

 

Índice Últimos 12 meses Últimos 24 meses Últimos 36 meses No ano No mês
CDI 14,82% 28,38% 43,97% 5,66% 1,07%
Ibovespa 25,45% 40,40% 57,91% 7086% – 7,22%
IPCA 4,64% 10,30% 14,38% 3,02% 0,62%

Estratégias Renda Fixa

Clássico

O fundo mantém uma estratégia conservadora, com todo o portfólio alocado em títulos públicos pós-fixados. Diante de um Banco Central mais cauteloso, refletindo as incertezas dos cenários interno e externo, e apesar da continuidade da tendência de corte de juros, a taxa Selic (taxa básica de juros da economia brasileira) deve encerrar o ano ainda em um patamar bastante restritivo. Nesse contexto, ativos atrelados à taxa de juros tendem a continuar sendo beneficiados.

Clássico Plus

Não realizamos alterações na composição do fundo ao longo do mês. A maior parte permanece alocada em ativos pós-fixados, que acompanham o movimento da taxa de juros e seguem sendo beneficiados pela Selic em patamar elevado. A parcela restante continua direcionada para títulos privados de baixo risco.

Crédito Privado

Em maio, reduzimos a exposição a crédito privado após o fechamento dos spreads (menor retorno extra), mantendo, ainda, a maior parte da carteira em ativos de baixo risco. Aumentamos a alocação em pós-fixados, beneficiados pelos juros elevados, e ampliamos posições em prefixados de curto prazo, diante da expectativa de fechamento da curva em um cenário de menor pressão inflacionária. Também iniciamos uma pequena posição em inflação de curto prazo, aproveitando prêmios mais atrativos.

FIX

A estratégia do fundo busca acompanhar os movimentos da taxa básica de juros, mantendo baixa volatilidade. Em maio, realizamos pequenos ajustes na alocação, com leve redução das posições em ativos pós-fixados e em inflação de curto prazo. Por outro lado, aumentamos a exposição à inflação de longo prazo, em função das taxas mais atrativas, bem como ampliamos, posições em inflação que podem se beneficiar de um eventual fechamento das curvas.

Concept e Estratégia 2025

Os fundos têm como estratégia principal a alocação em ativos de inflação de curto prazo. Em maio, o mercado passou a acreditar em uma inflação mais pressionada, impulsionada principalmente pela alta do petróleo, pelas tensões no Oriente Médio e pelos riscos associados ao El Niño. Nesse contexto, a exposição a títulos atrelados à inflação ganha ainda mais relevância por oferecer proteção de poder de compra.

Premium Renda Fixa

Durante o mês, reduzimos parcialmente as posições em inflação de curto prazo; ainda assim, mantemos um posicionamento relevante nessa classe. Por outro lado, ampliamos a exposição a ativos pós-fixados, que acompanham o movimento da taxa básica de juros.

As posições em prefixados, tanto de curto quanto de longo prazo, foram mantidas, podendo se beneficiar de um eventual fechamento da curva, caso haja alívio das tensões geopolíticas, acomodação dos preços do petróleo e desaceleração gradual da atividade econômica, em função dos efeitos defasados da política monetária restritiva.

Ativo Renda Fixa

Não realizamos alterações significativas na composição da estratégia. Mantemos a maior parte da alocação em ativos pós-fixados, que seguem sendo beneficiados pelo atual patamar de juros.
Além disso, as posições em inflação e em prefixados, de curto e longo prazo, foram mantidas e podem se beneficiar de um fechamento adicional das curvas de juros, caso haja estabilização do cenário global.

Pré Ativo

O fundo mantém 100% do portfólio alocado em ativos prefixados, distribuídos entre prazos curtos e longos. Em maio, reduzimos parcialmente as posições de longo prazo e aumentamos as de curto prazo, diante do forte estresse observado nas curvas de juros, com as taxas passando a embutir um cenário bastante pessimista para inflação e juros.

Nesse contexto, as taxas permanecem atrativas e podem se beneficiar de um eventual fechamento da curva, caso haja alívio das tensões geopolíticas, acomodação dos preços do petróleo e desaceleração gradual da atividade econômica, em função dos efeitos defasados da política monetária restritiva.

Estratégia 2035/Inflação 2045/inflação 2055

Os fundos permanecem totalmente alocados em ativos indexados à inflação de longo prazo. Em maio, o mercado passou a precificar uma inflação mais pressionada, impulsionada principalmente pela alta do petróleo, pelas tensões no Oriente Médio e pelos riscos associados ao El Niño.

Nesse contexto, a alocação em títulos atrelados à inflação ganha relevância, diante do nível atrativo das taxas oferecidas. Ainda assim, os vértices mais longos demandam cautela, pois carregam maior risco em função das incertezas fiscais e do cenário eleitoral no Brasil, o que pode gerar maior volatilidade nas taxas.

Crédito Privado Plus e Crédito Privado Plus IQ

Em maio, reduzimos a exposição à classe de crédito privado, aproveitando o movimento de fechamento dos spreads de crédito (prêmio de risco em relação aos títulos públicos), que favoreceu o segmento no período. Ainda assim, a maior parte da carteira permanece alocada em crédito de baixo risco.

Por outro lado, aumentamos a exposição a ativos pós-fixados, favorecidos pelo nível elevado da taxa de juros. Também ampliamos as posições em títulos prefixados de curto prazo, considerando a avaliação de que há espaço para fechamento da curva caso haja redução das tensões no Oriente Médio, com consequente alívio nos preços do petróleo e nas expectativas inflacionárias.

Além disso, iniciamos uma pequena posição em ativos indexados à inflação de curto prazo, que passaram a incorporar prêmios mais elevados diante do cenário atual. Mantemos, ainda, uma pequena alocação em renda fixa no exterior, contribuindo para a diversificação geográfica do fundo.

Renda Fixa Ativa

No mês, o fundo continuou com suas posições estruturais “tomadas” em curvas globais (apostando em alta das yields), principalmente nas curvas dos EUA (partes curta e média), mas também, em menor grau, nas curvas britânica e brasileira, partes média e longa respectivamente. Porém, dado a alta expressiva das Yieldsglobais ao longo desse semestre, principalmente a partir de março/26, carregamos posições muito menores do que tínhamos em meados desse período.

No mais, lembramos que o fundo tem um horizonte de longo prazo e bem estruturante, não sendo um fundo Caixa. Por último, pelo seu conceito de fundo “Ativo”, possui uma volatilidade mais próxima de um multimercado de risco moderado, trabalhando com instrumentos derivativos de renda fixa global e doméstica.

Estratégias Multimercado

Dinâmico

Em maio, realizamos parte dos ganhos nas posições em renda variável global, após o S&P 500 renovar máximas históricas, em meio à continuidade de uma temporada de resultados robusta e dados econômicos ainda resilientes.

Por outro lado, ampliamos a exposição a ativos pós-fixados, que seguem favorecidos pelo elevado nível de juros. As posições em prefixados, de curto e longo prazo, em inflação de longo prazo e em bolsa local foram mantidas.

Multi Especial

Ajustamos as posições do fundo, que passou a ter alocação majoritária em ativos de inflação de longo prazo, aproveitando as taxas atrativas e o potencial de valorização em um cenário de fechamento das curvas.

Em contrapartida, reduzimos significativamente as posições em pós-fixados e zeramos as exposições em inflação de curto prazo e em títulos prefixados, tanto de curto quanto de longo prazo. As posições em cotas de multimercados, mais flexíveis para ajustes táticos, foram mantidas.

Long Bias Plus e Private Long Bias

Durante o mês iniciamos posição de hedge cambial para ativos no exterior, capitalizando em nosso favor o carrego da moeda. Posições pontuais compradas em Dólar costumam ser utilizadas ao longo dos meses como hedge das posições compradas em ações globais. No mais, estamos sem posições em juros Brasil.

Carteira Prudente

Em mais um mês marcado por volatilidade na curva de juros americana, em meio à persistência das tensões no Oriente Médio, reduzimos parte da exposição em renda fixa no exterior diante das incertezas. Também diminuímos parcialmente as posições em renda variável local e global, adotando uma postura mais seletiva em um cenário que ainda exige cautela.

Por outro lado, com o objetivo de reduzir o risco da carteira, ampliamos a exposição a ativos pós-fixados, que acompanham o movimento da taxa básica de juros (Selic). Além disso, realizamos um pequeno aumento em ativos indexados à inflação de curto prazo, uma vez que a ausência de resolução dos conflitos geopolíticos mantém os preços do petróleo em patamares elevados, adicionando pressão ao cenário inflacionário no curto prazo.

Carteira Equilibrada

No último mês, reduzimos nossas exposições no exterior, tanto em ativos de renda fixa quanto de renda variável. Além disso, diminuímos as posições na bolsa local, onde seguimos adotando uma postura seletiva, com entradas graduais, em um cenário que ainda exige cautela.

Por outro lado, aumentamos a exposição a ativos pós-fixados, que acompanham o movimento da taxa de juros. Em paralelo, ampliamos as posições em prefixados de longo prazo, buscando capturar prêmios mais atrativos em um ambiente ainda sensível aos riscos geopolíticos e fiscais.

Carteira Dinâmica

Reduzimos de forma relevante as posições em ativos pós-fixados, tradicionalmente voltados ao acompanhamento da taxa básica de juros. Por outro lado, aumentamos a exposição a ativos indexados à inflação de longo prazo, diante da avaliação de que as taxas se encontram em níveis historicamente elevados, oferecendo uma relação risco-retorno favorável, especialmente em um cenário de eventual alívio das tensões geopolíticas, maior tolerância ao risco ou redução das expectativas inflacionárias.

Além disso, ampliamos as posições em bolsa local após a recente correção, identificando oportunidades em níveis mais atrativos de preço. Ainda assim, mantemos uma postura seletiva, em um cenário que continua demandando cautela.

Carteira Audaz

No decorrer do mês, seguimos reduzindo as posições em ativos pós-fixados. Além disso, zeramos as exposições em prefixados de curto prazo e reduzimos as posições em bolsa internacional. Por outro lado, ampliamos a exposição à inflação de longo prazo, diante das taxas atrativas e do potencial de valorização em um cenário de redução de riscos. Também aumentamos as posições em bolsa local, aproveitando oportunidades de entrada após a recente correção do índice.

Ciclo 2020

No mês de maio, não realizamos mudanças significativas na composição da estratégia. A maior parcela do fundo permanece alocada em ativos pós-fixados, com o objetivo de acompanhar a taxa básica de juros.

As posições atreladas à inflação de curto prazo seguem como um posicionamento defensivo, oferecendo proteção frente a eventuais pressões inflacionárias. A alocação em ativos prefixados continua apresentando taxas atrativas, em um ambiente ainda sensível aos riscos geopolíticos. Por fim, as posições em crédito foram mantidas. O fundo não possui exposição à renda variável, em função do atingimento da data-alvo da estratégia.

Ciclo 2030

Durante o mês de maio, reduzimos parcialmente as posições em ativos indexados à inflação de curto prazo, com o objetivo de ampliar a exposição a ativos pós-fixados, que acompanham o movimento da taxa básica de juros. As demais posições em crédito privado, prefixados, inflação de longo prazo, bolsa local e internacional foram mantidas.

Ciclo 2040

Reduzimos parcialmente as posições em bolsa local, adotando maior seletividade na classe diante de um cenário que demanda prudência. Por outro lado, ampliamos a exposição a ativos pós-fixados, que acompanham a taxa de juros. As demais posições na composição do fundo foram mantidas.

Ciclo 2050

Ao longo do mês, não realizamos mudanças significativas na composição da estratégia. Fizemos um pequeno ajuste nas posições, com redução em inflação de curto prazo e aumento em inflação de longo prazo, aproveitando o nível atrativo das taxas e o potencial de valorização em um cenário de redução de riscos. Também reduzimos ligeiramente a exposição à bolsa local, em favor de um aumento em bolsas globais, ainda que de forma seletiva, diante dos níveis atuais de preço dos ativos. As demais posições foram mantidas.

Zenit

Não realizamos alterações significativas na composição do fundo ao longo do mês. Reduzimos parcialmente as posições em bolsa local, diante da recente correção do índice, adotando uma postura mais seletiva na escolha dos ativos. Por outro lado, aumentamos a alocação em pós-fixados e em bolsa global. As posições em crédito privado, inflação de longo prazo e prefixados de curto prazo foram mantidas.

Zenit Plus/Zenit Advanced

Em maio, zeramos as posições em prefixados de longo prazo, além de reduzirmos a exposição à bolsa local e internacional. Por outro lado, aumentamos as posições em inflação de curto prazo, uma vez que a ausência de resolução para os conflitos geopolíticos mantém os preços do petróleo em patamares elevados. Também ampliamos a exposição a ativos pós-fixados, que acompanham o movimento da taxa básica de juros. As posições em crédito privado foram mantidas.

Low Vol e Private Low Vol

Mantivemos posições aplicadas em juros reais domésticos, preservando a preferência por vértices mais longos, enquanto na curva nominal optamos por vértices mais curtos. No segmento de moedas, zeramos as posições na carteira onshore.

No offshore, mantivemos posição comprada em uma cesta de moedas composta por euro, dólar australiano, iene, coroa sueca, coroa norueguesa, franco suíço, renminbi, dólar canadense e libra esterlina em relação ao dólar. Além disso, seguimos com posição comprada na inclinação da curva americana, no trecho 2 anos contra 10 anos, bem como com uma posição relativa entre spreads de crédito, estando tomados em spreads de High Yield e aplicados em spreads de Investment Grade.

No que se refere à atribuição de performance, as posições em juros reais domésticos e a carteira offshore apresentaram contribuição positiva para o resultado. Por outro lado, os principais detratores de performance foram as posições aplicadas em juros nominais e as posições em bolsa, tanto doméstica quanto global. Em linha com esse movimento, zeramos a posição em bolsa brasileira, assim como a posição em bolsa americana.

Dividendos

Em maio, zeramos as posições em inflação de curto prazo e aproveitamos a recente correção da bolsa local para realizar uma entrada pontual em renda variável, identificando oportunidades em níveis de preços mais atrativos. Apesar da alocação em bolsa, que segue relevante na composição, mantemos a maior parte do fundo em ativos pós-fixados, que acompanham o movimento da taxa básica de juros.

Premium Multimercado

Em maio, seguimos reduzindo as posições em ativos pós-fixados, além de promover uma redução em prefixados de curto prazo, com realocação para prefixados de longo prazo, onde enxergamos maior potencial de valorização. O objetivo é capturar prêmios mais atrativos em um ambiente ainda sensível aos riscos geopolíticos e fiscais.

Também aumentamos pontualmente a exposição à inflação de longo prazo, diante de taxas em níveis historicamente elevados. Além disso, ampliamos as posições em bolsa local, identificando oportunidades em níveis de preço mais atrativos.

Multiestratégia

Durante o mês, reduzimos significativamente as posições em ativos pós-fixados. Além disso, diminuímos parcialmente a exposição a prefixados. Em contrapartida, aumentamos as posições em ativos indexados à inflação e em prefixados de longo prazo, cujas taxas, em níveis historicamente elevados, ampliam a atratividade em um ambiente ainda sensível aos riscos geopolíticos e fiscais.

Adicionalmente, ampliamos a exposição à renda variável no Brasil após a recente correção do índice, buscando aproveitar os níveis mais atrativos de preço dos ativos.

Valor 70

Realizamos uma redução parcial nas posições em ativos pós-fixados, com o objetivo de ampliar a exposição à bolsa local. Esse movimento foi motivado pelos níveis de preços mais atrativos observados, em função da correção mais expressiva do índice ao longo do mês. As posições em bolsa externa foram mantidas, assim como a alocação em renda fixa global.

Private Valor

Ao longo do mês, não realizamos mudanças relevantes na alocação do fundo, mantendo a concentração majoritária em bolsa local e externa, além de um posicionamento em renda fixa no exterior.

ASG

No mês, o fundo apresentou rentabilidade negativa de aproximadamente -2,29%. Em termos setoriais, a exposição a siderurgia, mineração e instituições financeiras sustentou o desempenho relativo do fundo, enquanto educação e papel e celulose foram os principais detratores.

Para os próximos meses, o cenário permanece desafiador, caracterizado por incertezas geopolíticas, inflação persistente e política monetária ainda restritiva, fatores que tendem a manter elevada a volatilidade dos mercados.

Retorno Total

As piores perdas no mês foram de empresas exportadoras como Weg e Vale e Petrorio, em face da continuidade da queda do dólar ante o real e, também, em Assaí, já que a empresa desapontou no resultado. A melhor performance veio de Eneva. No final do mês, optamos por inverter a posição e ficar comprado em ativos ligados a petróleo.

Brasilprev Multigestor I

O mês foi marcado pela continuidade das tensões geopolíticas no Oriente Médio, com a manutenção do bloqueio do Estreito de Ormuz e impactos relevantes sobre os mercados globais de energia e commodities. Esse cenário pressionou os preços do petróleo e elevou as incertezas quanto à atividade global, já refletidas em sinais de desaceleração e queda de confiança nas economias desenvolvidas. Diante desse ambiente, os principais bancos centrais mantiveram postura cautelosa e viés mais restritivo, limitando expectativas de flexibilização monetária no curto prazo.

Nos mercados financeiros, a expectativa de um cessar-fogo entre EUA e Irã trouxe alívio inicial, mas a frustração das negociações reacendeu a volatilidade ao longo do período. As taxas de juros avançaram em linha com o petróleo, enquanto as bolsas, especialmente nos EUA, mostraram resiliência, impulsionadas pelo setor de tecnologia, como S&P500 renovando máximas.

Ainda assim, observou-se maior dispersão entre ativos. No, o real se valorizou, ficando abaixo de 5,00 por dólar, enquanto o Banco Central promoveu novo corte de 0,25p.p. na Selic, para 14,50%, mantendo comunicação cautelosa diante dos riscos inflacionários.

Não realizamos alterações significativas na carteira ao longo do mês.

Brasilprev Multigestor Plus

O mês foi marcado pela continuidade das tensões geopolíticas no Oriente Médio, com a manutenção do bloqueio do Estreito de Ormuz e impactos relevantes sobre os mercados globais de energia e commodities. Esse cenário pressionou os preços do petróleo e elevou as incertezas quanto à atividade global, já refletidas em sinais de desaceleração e queda de confiança nas economias desenvolvidas. Diante desse ambiente, os principais bancos centrais mantiveram postura cautelosa e viés mais restritivo, limitando expectativas de flexibilização monetária no curto prazo.

Nos mercados financeiros, a expectativa de um cessar-fogo entre EUA e Irã trouxe alívio inicial, mas a frustração das negociações reacendeu a volatilidade ao longo do período. As taxas de juros avançaram em linha com o petróleo, enquanto as bolsas, especialmente nos EUA, mostraram resiliência, impulsionadas pelo setor de tecnologia, com o S&P500 renovando máximas.

Ainda assim, observou-se maior dispersão entre ativos. No Brasil, o real se valorizou, ficando abaixo de 5,00 por dólar, enquanto o Banco Central promoveu novo corte de 0,25p.p. na Selic, para 14,50%, mantendo comunicação cautelosa diante dos riscos inflacionários.

Não realizamos alterações significativas na carteira ao longo do mês.

Brasilprev Multigestor Crédito Privado

No mês de abril, observamos um cenário de maior volatilidade para o mercado de crédito privado. Após um início de ano marcado por forte fechamento de spreads, o mês foi impactado por um movimento de abertura de prêmios, motivado principalmente pelo fluxo de resgates na indústria de fundos de crédito, o que pressionou a liquidez e os preços dos ativos no mercado secundário. Apesar da performance, entendemos que este movimento não reflete uma deterioração nos fundamentos de crédito das empresas investidas, mas sim uma dinâmica de oferta e demanda do mercado.

O índice IDA-Infra apresentou abertura relevante, permitindo que as debêntures incentivadas fossem negociadas num patamar de retorno historicamente elevado que oferece uma margem de segurança de rentabilidade.

Não realizamos alterações significativas na carteira ao longo do mês.

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