Relatório de Estratégia de Fundos – Setembro 2026
Confira as estratégias adotadas pela Brasilprev para os fundos de Renda Fixa e Multimercado.
Em setembro, o cenário global continuou marcado pela cautela dos bancos centrais em relação à inflação. Nos Estados Unidos, na Europa e no Japão, os bancos centrais mantiveram o foco na estabilidade dos preços, elevando o patamar dos juros em seus respectivos países, o que influencia o crescimento das economias e o comportamento dos investimentos ao redor do mundo. Também permanecem dúvidas sobre o potencial dos avanços em inteligência artificial para aumentar a eficiência das empresas e dos trabalhadores e impulsionar o crescimento econômico nos próximos anos.
Embora novos ajustes de juros ainda possam ocorrer nos Estados Unidos e na Europa, a expectativa é de um movimento menor do que em ciclos anteriores. Já no Japão, o processo de aumento dos juros deve continuar de forma mais consistente, o que pode gerar mais altas e baixas nos mercados internacionais nos próximos meses.
No Brasil, os dados mais recentes apontam para uma economia crescendo de forma mais lenta, com sinais de redução do ritmo de consumo. O Banco Central continua enfrentando um cenário desafiador, diante da elevada incerteza sobre a economia global, ainda impactada por tensões geopolíticas e comerciais, e sobre a evolução da política fiscal doméstica nos próximos trimestres. Contudo, na sua decisão de juros em setembro, deixou as portas abertas para continuar reduzindo a taxa Selic, ainda que moderadamente. Nossa expectativa segue sendo de mais dois cortes até o fim do ano, levando a taxa para 13,25%.
| Índice | Últimos 12 meses | Últimos 24 meses | Últimos 36 meses | No ano | No mês |
| CDI | 14,48% | 29,70% | 44,04% | 10,51% | 1,08% |
| Ibovespa | 27,42% | 41,36% | 59,86% | 15,65% | 5,03% |
| IPCA | 4,58% | 9,99% | 14,85% | 3,95% | 0,82% |
Estratégias Renda Fixa
Clássico
O fundo mantém uma estratégia conservadora, com todo o portfólio alocado em títulos públicos pós-fixados. Diante de um cenário ainda incerto, tanto no âmbito interno quanto externo, a taxa Selic deve encerrar o ano em um patamar ainda bastante restritivo. Nesse contexto, os ativos atrelados à taxa de juros continuam sendo beneficiados.
Clássico Plus
Não realizamos alterações na composição do fundo ao longo do mês. A maior parte do portfólio permanece alocada em ativos pós-fixados, que acompanham o movimento da taxa de juros e seguem sendo beneficiados pela Selic em patamar elevado. A parcela restante continua direcionada para títulos privados de baixo risco.
Crédito Privado
Em setembro, zeramos nossas posições em ativos prefixados de curto prazo, mas ampliamos as posições em ativos indexados à inflação de curto prazo, pois observamos possível crescimento para a inflação que ainda não foram precificados. Além disso, realizamos uma pequena redução nas posições em crédito privado, apesar de essa seguir sendo a principal alocação do fundo, para aumentar as posições pós-fixadas, aproveitando os juros ainda restritivos.
FIX
A estratégia do fundo busca acompanhar os movimentos da taxa básica de juros por meio de uma exposição majoritária a títulos pós-fixados. Ao longo de setembro, reduzimos parcialmente essas posições para aumentar a alocação em ativos prefixados de curto e médio prazos, diante de uma curva ainda bastante inclinada e com prêmios atrativos. Também ampliamos as posições em ativos indexados à inflação de curto prazo, pois entendemos que a inflação pode superar as expectativas atuais do mercado. As demais posições do fundo não sofreram alterações.
Concept
O fundo tem como estratégia principal a alocação em ativos indexados à inflação de curto prazo. O IPCA-15 de setembro apresentou uma surpresa de alta, acelerando em relação a agosto e elevando a inflação acumulada em 12 meses de 4,24% para 4,47%. Acreditamos que esse dado isolado não altera a trajetória de cortes de juros pelo Banco Central; porém, vemos riscos altistas, ou seja, de crescimento para a inflação que ainda não estão precificados. Diante disso, entendemos ser importante manter algum nível de proteção contra a inflação.
Estratégia 2025
Fundo data-alvo que mantinha sua principal posição em ativos indexados à inflação de curto prazo. Diante do atingimento da data da estratégia, zeramos as posições em ativos indexados à inflação, mantendo 100% da composição do fundo em ativos pós-fixados.
Premium Renda Fixa/Ativo Renda Fixa
Durante o mês, realizamos uma pequena redução nas posições em ativos pós-fixados, acompanhada de um ajuste nas posições em ativos prefixados de longo prazo, priorizando os vencimentos intermediários, onde observamos maiores oportunidades. Por outro lado, ampliamos as posições em ativos indexados à inflação de curto prazo, diante de possíveis riscos altistas que ainda não estão precificados nessa classe.
Pré Ativo
O fundo permanece integralmente alocado em ativos prefixados, distribuídos entre vencimentos de curto, médio e longo prazos. Durante o mês de setembro, não realizamos alterações na composição da estratégia.
Ao longo do período, a curva de juros nominais apresentou fechamento, principalmente nos vértices intermediários, refletindo a combinação de dados de inflação inicialmente mais benignos, sinais de moderação da atividade econômica e a continuidade do ciclo de flexibilização monetária pelo Banco Central. O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu novamente a Selic em 25 pontos-base, mantendo aberta a possibilidade de novos cortes nas próximas reuniões. Apesar da surpresa altista do IPCA-15 e de um ambiente externo mais adverso para os mercados de renda fixa, com abertura relevante das Treasuries, os fatores domésticos prevaleceram no período.
Estratégia 2035/Inflação 2045/inflação 2055
Os fundos permanecem totalmente alocados em ativos indexados à inflação de longo prazo. Os juros de longo prazo continuam elevados porque os investidores seguem preocupados com as contas públicas, o aumento da dívida do governo e as incertezas trazidas pela aproximação do período eleitoral. Por isso, o mercado exige uma remuneração maior para investir em prazos mais longos.
Como ainda há pouca clareza sobre o cenário econômico dos próximos meses, seguimos adotando uma postura mais cautelosa nessa classe de ativos.
Crédito Privado Plus
Em setembro, realizamos um pequeno aumento nas posições em crédito privado Brasil, que seguem como a principal alocação da estratégia. Também ampliamos as posições em ativos pós-fixados. Por fim, aumentamos as posições em ativos indexados à inflação de curto prazo, pois ainda observamos riscos altistas para a inflação que não estão totalmente precificados. Por outro lado, zeramos as posições em ativos prefixados de curto prazo. Uma pequena parcela permanece alocada em renda fixa no exterior, contribuindo para a diversificação geográfica do portfólio.
Crédito Privado Plus IQ
Em setembro, realizamos uma pequena redução nas posições em crédito privado Brasil. Apesar disso, elas seguem majoritárias na composição da estratégia. Também zeramos as posições em ativos prefixados de curto prazo. Em compensação, ampliamos as posições em ativos pós-fixados. Por fim, aumentamos as posições em ativos indexados à inflação de curto prazo, pois ainda observamos riscos altistas para a inflação que não estão totalmente precificados. Uma pequena parcela permanece alocada em renda fixa no exterior, contribuindo para a diversificação geográfica do portfólio.
Renda Fixa Ativa
Em setembro, o fundo continuou com suas posições estruturais “tomadas” em curvas globais (apostando em alta das yields), principalmente nas curvas dos EUA (partes curta e média), mas também, em menor grau, nas curvas britânica, francesa, japonesa e brasileira, partes média e longa. Dada a alta expressiva das Yields globais ao longo desse ano, e principalmente na parte longa das curvas externas nas ultimas semanas, estamos reduzindo e retomando as posições com maior frequência, de forma a capturar volatilidade quando o mercado realiza momentaneamente.
No mais, lembramos que a estratégia do fundo tem um horizonte de longo prazo, com perfil estrutural e ativo, como produto apresentando em seu mandato um nível de volatilidade alvo anualizada de 4%. Assim, não se apresenta como uma solução de investimento que deveria ser utilizada pelos clientes para o aporte de recursos com perfil de caixa/liquidez.
Estratégias Multimercado
Dinâmico
Em setembro, reduzimos parcialmente as posições em ativos pós-fixados, embora essa continue sendo a principal alocação do fundo. Por outro lado, ampliamos as posições em bolsa brasileira, que foi beneficiada no mês pela retomada do fluxo estrangeiro e pela expectativa de continuidade do ciclo de flexibilização monetária. Também aumentamos as posições em ativos prefixados de prazos intermediários, diante de uma curva ainda inclinada e de prêmios atrativos.
Multi Especial
No último mês, ajustamos as posições do fundo, ampliando as alocações em ativos indexados à inflação de curto prazo, pois observamos riscos altistas, ou seja, de uma inflação mais elevada do que a atualmente projetada pelo mercado, ainda não precificados. Em contrapartida, zeramos as posições em ativos pós-fixados. Dessa forma, as principais posições do fundo estão distribuídas entre ativos indexados à inflação de curto e longo prazos, além de uma pequena posição em juros e moedas.
Long Bias Plus e Private Long Bias
Na última quinzena do mês de setembro, a proximidade das eleições começou a movimentar os preços dos ativos no Brasil. Verificamos fortes oscilações de preços em ativos ligados ao mercado interno e em ações com elevado endividamento. Mantivemos posição indexada e comprada ao redor de 50% do patrimônio líquido do fundo, com estrutura de opção para reduzir 10%, caso o Ibovespa atinja 200 mil pontos. Nosso modelo quantitativo de índice de sentimento do mercado interno continuou comprado e em zona neutra, justificando nossa alocação elevada em bolsa. Seguimos monitorando o cenário local de perto, pois a volatilidade tenderá a aumentar nos próximos meses, com a proximidade das eleições, podendo representar oportunidades de alocações futuras, conforme visto ao final do mês de setembro.
Durante o mês mantivemos posição de hedge cambial para ativos no exterior, capitalizando em nosso favor o carrego da moeda. Posições pontuais compradas em Dólar costumam ser utilizadas ao longo dos meses como hedge das posições compradas em ações globais.
Estamos sem posições em juros Brasil.
Carteira Prudente
Ao longo do mês, reduzimos significativamente as posições em ativos pós-fixados. Ainda assim, essas posições seguem majoritárias na composição do fundo. Por outro lado, ampliamos as posições em ativos indexados à inflação, pois observamos riscos altistas ainda não precificados. Aumentamos também as posições em ativos prefixados de prazos intermediários, diante de uma curva bastante inclinada e de prêmios atrativos. Por fim, ampliamos as posições em bolsa local, observando oportunidades com a retomada do fluxo externo e a continuidade do ciclo de cortes de juros.
Carteira Equilibrada
Em setembro, realizamos uma redução significativa nas posições pós-fixadas do fundo. Em compensação, ampliamos as posições em ativos indexados à inflação de curto prazo, seguidas por um aumento nas posições prefixadas de longo prazo, diante de prêmios bastante atrativos. As demais posições da estratégia não foram alteradas.
Carteira Dinâmica e Carteira Audaz
Em setembro, reduzimos nossas posições em ativos pós-fixados para ampliar as posições em inflação de curto prazo, diante de riscos altistas ainda não precificados. Aumentamos também as posições em ativos prefixados de longo prazo, uma vez que observamos uma curva bastante inclinada e com prêmios atrativos. Por fim, ampliamos as posições na bolsa brasileira, diante da retomada do fluxo estrangeiro e do otimismo com a continuidade dos cortes de juros.
Ciclo 2020
No mês de setembro, não realizamos mudanças significativas na composição da estratégia. A maior parcela do fundo permanece alocada em ativos pós-fixados, com o objetivo de acompanhar a taxa básica de juros.
As posições atreladas à inflação de curto prazo seguem como uma alocação defensiva, oferecendo proteção frente a eventuais pressões inflacionárias. Já a exposição a ativos prefixados continua apresentando taxas atrativas em um ambiente ainda sensível aos riscos geopolíticos.
Por fim, as posições em crédito foram mantidas. O fundo não possui exposição à renda variável em função do atingimento da data-alvo da estratégia.
Ciclo 2030
Realizamos uma pequena redução nas posições pós-fixadas. Em contrapartida, ampliamos as posições em ativos indexados à inflação de curto e longo prazos, seguidas por um aumento nas posições em bolsa brasileira, que vem sendo beneficiada pela retomada do fluxo externo e pelo otimismo com a continuidade dos cortes de juros no Brasil. As demais posições do fundo permaneceram inalteradas.
Ciclo 2040
Reduzimos parcialmente as posições em ativos pós-fixados, acompanhadas de uma pequena redução nas posições em ativos indexados à inflação de curto prazo. Por outro lado, ampliamos as posições em ativos indexados à inflação de longo prazo. Além disso, aumentamos as posições em bolsa brasileira, que vem sendo beneficiada pela entrada de fluxo externo e pelo otimismo com a continuidade da flexibilização monetária.
Ciclo 2050
Em setembro, realizamos um pequeno aumento nas posições em bolsa local, ainda que com cautela diante da volatilidade adicional causada pelas eleições. Por outro lado, reduzimos as posições em ativos indexados à inflação de curto e longo prazos.
Zenit
No decorrer do mês, realizamos uma redução significativa em ativos pós-fixados, embora mantenhamos parte relevante da composição nessa classe, aproveitando os juros em patamar restritivo. Além disso, zeramos as posições em ativos de crédito privado, nos quais observamos uma relação risco-retorno menos atrativa em comparação com outras classes. Por fim, reduzimos parcialmente as posições em bolsa local e externa. Em contrapartida, ampliamos as posições em ativos prefixados de curto e longo prazos, diante de uma curva bastante inclinada e de prêmios atrativos.
Também ampliamos as posições em ativos indexados à inflação de curto e longo prazos, onde observamos riscos altistas ainda não precificados. Adicionalmente, aumentamos as posições em renda fixa global.
Zenit Plus/Zenit Advanced
Não realizamos mudanças significativas na composição dos fundos. A posição majoritária segue em ativos pós-fixados, aproveitando os juros em patamar restritivo, seguida por uma pequena posição em ativos de crédito privado. Mantemos também uma posição em ativos indexados à inflação de curto prazo, que podem se beneficiar dos riscos altistas ainda não precificados que observamos à frente. Seguimos também com posições em bolsa local, que vêm sendo beneficiadas pela entrada de fluxo externo e pelo otimismo com a continuidade do ciclo de cortes de juros, além de uma pequena posição em bolsa externa, que contribui para a diversificação geográfica do portfólio.
Low Vol e Private Low Vol
No mês de setembro, em juros domésticos, mantivemos posições aplicadas em juros reais. Em ativos externos, mantivemos posição comprada em inclinação da curva americana, (2 anos x 10 anos) e opção de SOFR, referência dos juros de curto prazo nos Estados Unidos.
Na posição em moedas, encerramos posição tática comprada em Real x USD e mantivemos posição comprada em bolsa brasileira. No tocante à atribuição de performance, as posições em bolsa doméstica, juros reais e moedas contribuíram positivamente para a performance da estratégia.
Dividendos
Em setembro, não alteramos a composição do fundo, que segue majoritariamente alocado em ativos pós-fixados, beneficiados pelo patamar ainda elevado das taxas de juros. A segunda maior posição continua sendo a bolsa local, com foco em empresas boas pagadoras de dividendos. Ainda assim, mantemos uma postura cautelosa diante das incertezas que permanecem para o último trimestre do ano.
Premium Multimercado
No mês, reduzimos nossas posições em ativos pós-fixados. Por outro lado, ampliamos nossas posições em ativos indexados à inflação de curto prazo, onde observamos oportunidades diante de riscos altistas ainda não precificados. Além disso, aumentamos as posições em ativos prefixados intermediários, aproveitando os prêmios ainda atrativos. Por fim, ampliamos as posições em bolsa brasileira, que vem sendo beneficiada pela retomada do fluxo externo e pelo otimismo com a continuidade dos cortes de juros no Brasil.
Multiestratégia
Em setembro, aumentamos significativamente as posições em ativos prefixados de longo prazo, diante de uma curva bastante inclinada e de prêmios atrativos, que podem ser beneficiados pela continuidade do ciclo de cortes de juros. Além disso, ampliamos as posições em ativos indexados à inflação de curto prazo, onde observamos oportunidades diante de riscos altistas para a inflação que ainda não foram totalmente precificados. Também aumentamos as posições em bolsa local, beneficiada recentemente pela retomada do fluxo externo. Em contrapartida, reduzimos a parcela de ativos pós-fixados na composição do fundo.
Valor 70
Em setembro, realizamos uma redução das posições em bolsa local, com realização parcial de lucros após a recuperação do mercado, impulsionada pela retomada do fluxo externo e pelo otimismo com a continuidade dos cortes de juros. Por outro lado, ampliamos as posições em ativos pós-fixados, aproveitando os juros em patamar restritivo. Ainda assim, a posição em bolsa segue majoritária na estratégia, seguida pelos investimentos no exterior, por meio de ativos de renda variável e renda fixa.
Private Valor
Ao longo do mês, não realizamos alterações relevantes na alocação do fundo, mantendo a concentração majoritária em bolsa local e internacional, além de uma posição em renda fixa no exterior.
ASG
O fundo encerrou setembro com retorno de aproximadamente +2,93%.
Entre os principais contribuintes, o Assaí (ASAI3) avançou cerca de 29,5% no mês, beneficiado pela elevação de preço-alvo por casas de research e pela expectativa de queda dos juros, movimento que favorece a companhia tanto pela redução do custo da dívida quanto pela perspectiva de melhora do consumo. O anúncio da entrada no segmento de combustíveis também contribuiu positivamente para o sentimento em relação à tese. Os bancos acompanharam a recomposição do setor financeiro com BTG Pactual (BPAC11) e B3 (B3SA3) com os destaques com alta de 20,67% e 14,20%, respectivamente.
Do lado negativo, a ausência de posições em Vamos (VAMO3), Magazine Luiza (MGLU3) e Movida (MOVI3) foi o principal detrator relativo. Os três papéis dispararam no mês. Vamos e Movida, companhias do grupo Simpar com alta sensibilidade a juros por operarem com elevado nível de endividamento, foram diretamente favorecidas pelo corte da Selic, enquanto o Magazine Luiza avançou com a parceria anunciada com o Mercado Livre.
Sob a ótica setorial, instituições financeiras e saúde foram os principais vetores positivos, enquanto transporte e logística e consumo e varejo, segmentosemqueofundomantémmenorexposiçãorelativa,pesaramsobreoresultadodomês
Retorno Total
Optamos em setembro, em face do crescimento das intenções de voto para presidente, nas pesquisas eleitorais, do candidato da direita de alterar um pouco o mix de ativos componentes do portfólio do fundo Retorno Total.
Dito isso, nosso portfólio migrou para um mix com mais ativos de qualidade ligados ao mercado doméstico e que se beneficiam de um cenário de corte de juros mais rápido. Com isso reduzimos a nossa exposição a commodities, exceção feita a petróleo, onde mantivemos o overweight em Petrobras e mantivemos alguns papéis defensivos de qualidade para defender o portfólio em um cenário adverso.
A estratégia surtiu resultado e o fundo outperfomou o seu benchmark Ibovespa (5,03%) em 0,46p.p., mostrando elevação de 5,49% no mês de setembro. As maiores performances vieram de Itaú, Pactual, B3, Assaí, Localiza e Petrobras, enquanto os detratores foram as exportadoras, Vale, Weg e Embraer.
Nossa posição vendida em dólar como hedge para as exportadoras também ajudou o portfólio.
Brasilprev Multigestor I
Setembro trouxe maior cautela para os mercados globais: o conflito entre EUA e Irã levou o petróleo a superar US$100 o barril, enquanto Fed e ECB elevaram juros para 3,75%–4,00% e 2,50%, respectivamente, diante da inflação ainda pressionada em ambas as regiões. Nos EUA, as bolsas tiveram desempenho misto e os juros longos subiram às máximas em décadas. No Brasil, o Ibovespa avançou 5,03%, puxado pelo retorno do fluxo estrangeiro e pelo noticiário eleitoral, com Flávio Bolsonaro avançando nas pesquisas frente a Lula. O Copom cortou a Selic para 13,75%a.a., mesmo com a inflação corrente ainda resistente. O cenário eleitoral e a trajetória dos juros americanos seguem como importantes vetores a serem monitorados.
No mês de Setembro o fundo Brasilprev Multigestor I apresentou um retorno de 1,76% enquanto o benchmark CDI apresentou um retorno de 1,08%. Em 12 meses o fundo apresenta retorno de 10,61% e o CDI 14,48%. Os destaques do mês foram os fundos GENOA CAPITAL CRUISE e KAPITALO K10 PREVI que tiveram rendimento de 3,44% e 2,86% respectivamente. Por outro lado, os fundos OCCAM BRASILPREV e ABSOLUTE BR PREV FIFE tiveram retorno de 0,49% e 0,91% respectivamente. Não realizamos alterações significativas na carteira ao longo do mês.
Brasilprev Multigestor Plus
Setembro trouxe maior cautela para os mercados globais: o conflito entre EUA e Irã levou o petróleo a superar US$100 o barril, enquanto Fed e ECB elevaram juros para 3,75%–4,00% e 2,50%, respectivamente, diante da inflação ainda pressionada em ambas as regiões. Nos EUA, as bolsas tiveram desempenho misto e os juros longos subiram às máximas em décadas. No Brasil, o Ibovespa avançou 5,03%, puxado pelo retorno do fluxo estrangeiro e pelo noticiário eleitoral, com Flávio Bolsonaro avançando nas pesquisas frente a Lula. O Copom cortou a Selic para 13,75%a.a., mesmo com a inflação corrente ainda resistente. O cenário eleitoral e a trajetória dos juros americanos seguem como importantes vetores a serem monitorados.
No mês de setembro, o fundo Brasilprev Multigestor Plus apresentou um retorno de 2,15% enquanto o benchmark IHFA apresentou um retorno de 2,20%. Em 12 meses o fundo apresenta retorno de 12,00% e o IHFA 10,46%. Os destaques do mês foram os fundos GENOA PULSE A FIFE e KADIMA TR BRASILPREV que tiveram rendimento de 4,36% e 4,25% respectivamente. Por outro lado, os fundos ABSOLUTE BR PREV FIFE e BrasilPrev TOP TPF tiveram retorno de 0,91% e 1,05% respectivamente. Não realizamos alterações significativas na carteira ao longo do mês.
Brasilprev Multigestor Crédito Privado
Em setembro, o mercado de crédito privado atrelado ao CDI registrou abertura de spreads, com o IDA-DI avançando 5bps. Não houve eventos de crédito relevantes. O movimento teve origem técnica, associado à postura mais cautelosa dos investidores e à venda, por tesourarias bancárias, de sobras de ofertas em um momento de baixa demanda. Contribuiu também o contágio do mercado de debêntures incentivadas, cujos fundos utilizaram ativos não incentivados como fonte de liquidez. No campo macroeconômico, o novo corte de 25bps na Selic teve efeito marginal sobre o risco de crédito, com o custo de capital ainda pressionando as empresas.
No mês de Setembro o fundo Brasilprev Multigestor Crédito Privado apresentou um retorno de 0,92%% enquanto o benchmark CDI apresentou um retorno de 1,08%. Em 12 meses, o fundo apresenta retorno de 13,77% e o CDI 14,48%. Os destaques do mês foram os fundos RIZA LOTUS BR PREV CP e VINCI RF CP FIFE que tiveram rendimento de 1,12% e 1,08% respectivamente. Por outro lado, os fundos IBIUNA CREDIT FIFE II e IV BR PREV AB FIFE CP tiveram retorno de 0,64% e 0,67% respectivamente. Não realizamos alterações significativas na carteira ao longo do mês.
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