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Relatório de Estratégia de Fundos – Dezembro 2025

Confira as estratégias adotadas pela Brasilprev para os fundos de Renda Fixa e Multimercado.

Na transição de 2025 para 2026, o patamar de incerteza no cenário global continua elevado, embora menor do que o verificado no ano anterior. Nas principais economias, prevalece uma percepção de proximidade do fim do ciclo de queda de juros em vários países. Nos EUA, após a decisão de queda de 25 pontos-base nos juros, em dezembro, os discursos dos diretores do Banco Central norte-americano (FED) mantêm-se divididos, sugerindo haver o risco de interrupção, ainda que temporária, das quedas de juros em janeiro.

No Brasil, o Banco Central manteve a Selic em 15%. Ao mesmo tempo, não sinalizou de forma clara se pretende iniciar a queda de juros já em janeiro, deixando essa possibilidade aberta. Nossa avaliação é que o início desse processo deve começar em março. De todo modo, já se observa, na comunicação do Comitê de Política Monetária (Copom), avaliações de moderação na atividade econômica doméstica, inclusive no mercado de trabalho, e projeção de 3% (meta de inflação) para o início de 2028. Como o horizonte relevante da política monetária atual é o segundo trimestre de 2027, que ainda apresenta projeções de inflação acima da meta, é muito provável que o discurso do BC continue mais conservador, apontando para quedas graduais e cautelosas de juros.

Dessa forma, há um certo consenso no mercado em torno do ciclo de queda da Selic nos próximos meses, o que traz alguns impactos importantes em termos de alocação de ativos, na direção de maior diversificação.

Tabela Informe de rentabilidade

Estratégias Renda Fixa

Clássico

O fundo mantém uma estratégia conservadora, alocando 100% de seu portfólio em ativos pós-fixados, sendo uma excelente alternativa no contexto atual de juros altos no Brasil.

Crédito Privado

O fundo mantém 100% do portfólio em ativos de emissão privada com baixo risco. Com o CDI em patamar atrativo, a tendência é que essa estratégia continue despertando interesse dos investidores, embora em ritmo mais moderado do que o observado ao longo do ano.

FIX

A estratégia busca acompanhar os movimentos da taxa básica de juros, preservando baixa volatilidade na carteira. Em dezembro, ampliamos a exposição em ativos pós-fixados, que seguem beneficiados pela taxa de juros elevada. Também aumentamos posições em inflação de curto prazo, que apresentam potencial de valorização com o início do ciclo de cortes de juros no Brasil. Por outro lado, reduzimos posições em pré-fixados de curto prazo, que podem sofrer pressão diante da postergação das expectativas para início dos cortes de juros para janeiro/2026. As posições em crédito privado, inflação e pré-fixados de longo prazo foram mantidas.

Concept e Estratégia 2025

Os fundos têm como estratégia principal a alocação em ativos indexados à inflação de curto prazo. A inflação no Brasil permaneceu controlada no acumulado do ano e, apesar de encerrar abaixo do teto da meta, o cenário indica desinflação em curso.

À medida que o ciclo de afrouxamento monetário se aproxima, esses ativos apresentam potencial para geração de ganhos. Em dezembro, zeramos as posições pós-fixadas, mantendo 100% da composição em ativos de inflação de curto prazo.

Premium Renda Fixa

Reduzimos parte da exposição em ativos pós-fixados, embora continuem sendo a principal alocação do fundo. Em contrapartida, aumentamos posições em ativos indexados à inflação de curto prazo, que tendem a se beneficiar com o início dos cortes de juros. As posições em pré-fixados (curto e longo prazos), crédito privado e inflação de longo prazo foram mantidas.

Ativo Renda Fixa

A maior parte da carteira permanece alocada em títulos pós-fixados, emitidos pelo governo e por emissores privados. Reduzimos posições em juros (Selic) e em pré-fixados de curto prazo, que podem sofrer pressão com o adiamento das expectativas para início dos cortes de juros. Por outro lado, aumentamos posições em ativos indexados à inflação de curto prazo, que apresentam potencial de ganhos.

Pré Ativo

O fundo mantém 100% do portfólio em ativos pré-fixados, distribuídos entre prazos curtos e longos. Reduzimos parcialmente posições em vencimentos mais curtos, que podem sofrer pressão após o adiamento das expectativas para início dos cortes de juros. Em contrapartida, aumentamos posições em vencimentos mais longos, que representam a maior parte da alocação do fundo.

Estratégia 2035

O fundo mantém 100% do portfólio em ativos atrelados à inflação de longo prazo. Apesar da maior volatilidade nos mercados observada em dezembro, avaliamos que o arrefecimento da atividade econômica e a proximidade do início dos cortes de juros tendem a favorecer esse tipo de ativo.

Crédito Privado Plus e Crédito Privado Plus IQ

Não houve alterações na composição do fundo, que permanece concentrado em crédito privado local, especialmente de emissores com alta qualidade de crédito. As posições em ativos pós-fixados do governo foram mantidas, assim como a exposição em crédito privado no exterior, contribuindo para a diversificação geográfica do portfólio.

Renda Fixa Ativa

A apesar da alta das partes média e longa da curva dos EUA, a parte mais curta continua precificando uma taxa terminal em torno de 3,10 para fim de 2026, acreditamos que está “extremamente” baixa, dado nosso cenário de Reflation nos EUA já a partir já do fim do 1T/2026. Por isso, continuamos com posições tomadas na parte mais curta da curva americana, assim como também na parte média, dado nosso cenário.

Como a curva japonesa subiu fortemente nas últimas semanas, reduzimos bem nossa posição tomada no vértice de 10 anos, dado que acreditamos estar em patamar mais próximo do justo “para o curto prazo”. Estamos aguardando uma realização técnica na curva japonesa, para então voltarmos com nossa posição que julgamos adequada ao nosso call estrutural. Por fim, na curva doméstica estamos com posições menores e mais táticas, dado a potencial volatilidade com o cenário eleitoral ao longo desse ano e dúvidas sobre a efetiva política monetária a ser adotada pelo nosso BC.

 

Estratégias Multimercado

Dinâmico

Seguimos reduzindo a exposição em juros pós-fixados, que ainda permanecem como a principal alocação do fundo, aproveitando o patamar elevado da taxa básica de juros (Selic). Em contrapartida, aumentamos as posições em inflação de curto prazo, que apresenta potencial de ganhos diante da proximidade do início do ciclo de cortes de juros no Brasil. As posições em prefixados, bolsa local e externa, e inflação longa foram mantidas.

Multi Especial

Reduzimos levemente a posição em bolsa local para aumentar a alocação em juros pós-fixados. As posições em prefixados de curto e longo prazo foram mantidas.

Long Bias Plus

Mantivemos as posições, com percentual elevado em juros pós-fixados, aproveitando o cenário de Selic elevada. Também seguimos com a alocação em renda variável local, que pode se beneficiar da entrada de fluxo estrangeiro, especialmente em setores favorecidos pelo fim do ciclo de aperto monetário e que oferecem retornos reais com menor volatilidade.

Private Long Bias II

Aumentamos de forma moderada a posição em títulos pós-fixados, que seguem como principal exposição do fundo, acompanhando a Selic elevada. Em contrapartida, reduzimos a exposição em renda variável. Mantivemos a posição em juros prefixados de longo prazo, que continua sendo a menor alocação do fundo.

Carteira Prudente

Reduzimos parte da alocação em ativos pós-fixados para aumentar as posições em inflação de curto prazo, diante do potencial de ganhos com o início do ciclo de cortes de juros. As posições em crédito privado local e externo, bem como em bolsa local e externa, foram mantidas.

Carteira Equilibrada

Seguimos reduzindo levemente a alocação em títulos pós-fixados, que permanecem como principal exposição do fundo, aproveitando o cenário de juros elevados. Em compensação, aumentamos as posições em inflação curta. As alocações em inflação longa, crédito privado local, bolsa e ativos externos (renda fixa e variável) não sofreram alterações.

Carteira Dinâmica

Houve redução significativa das posições pós-fixadas para aumento em ativos indexados à inflação de curto prazo. Ainda assim, mantivemos alocação majoritária em títulos pós-fixados, aproveitando a Selic elevada. O restante está distribuído entre crédito privado local, renda variável e renda fixa externa, prefixados de curto prazo e títulos privados externos.

Carteira Audaz

Reduzimos parte da posição em títulos pós-fixados públicos, mas seguimos com percentual expressivo para acompanhar a Selic elevada. Aumentamos a alocação em inflação de curto prazo, onde vemos potencial de ganhos. As posições em crédito privado local e estratégias globais foram mantidas.

Ciclo 2020

Não houve alterações relevantes neste fundo. Seguimos com alocação majoritária em títulos públicos pós-fixados, que se beneficiam do elevado patamar da taxa básica de juros (Selic). A segunda maior posição está em inflação curta. Também mantemos alocação em crédito privado local e juros prefixados de prazos longo e curto. Não há exposição em renda variável, em função do atingimento da data-alvo da estratégia.

Ciclo 2030 e Ciclo 2040

Realizamos leve redução na alocação em renda variável local, redistribuindo o percentual principalmente para ativos indexados à inflação de curto e longo prazos, que apresentam atrativo potencial de valorização. Também houve pequeno aumento em pós-fixados de emissão pública e privada. As posições em renda fixa e variável externa foram mantidas, embora representem parcela pequena na composição do fundo.

Ciclo 2050

O fundo manteve maior concentração em renda variável local, cuja posição foi levemente reduzida para aumentar especialmente as alocações em inflação longa, que seguem com taxas atrativas e potencial de valorização. Para renda variável global, mantivemos postura cautelosa diante dos patamares historicamente elevados e níveis recordes dos ativos ligados à tecnologia. Também contamos com pequeno percentual em crédito privado externo, inflação curta e juros prefixados.

Allocation

No decorrer do mês, reduzimos minimamente as posições em renda variável local e aumentamos títulos públicos e crédito privado, acompanhando os movimentos da taxa Selic, que segue elevada. Também ampliamos um pequeno percentual em ativos de inflação curta e prefixados de longo prazo, que apresentam potencial com o início do ciclo de cortes de juros.

Allocation Plus e Allocation Advanced

Reduzimos levemente as posições em renda variável local, segunda maior exposição do fundo. Em contrapartida, aumentamos as posições em prefixados de longo prazo e ativos indexados à inflação de curto e longo prazos. Por fim, realizamos pequeno aumento nas posições em ativos pós-fixados, que seguem como majoritários nas estratégias.

Low Vol

Mantemos um portfólio diversificado entre mercados e classes de ativos, com objetivo de capturar oportunidades de curto prazo no Brasil e no exterior. Em dezembro, as alocações em renda fixa externa foram levemente reduzidas, assim como uma pequena redução em bolsa local, para aumentar posições que podem se beneficiar de oportunidades táticas.

Private Low Vol

Durante dezembro, reduzimos minimamente a alocação em pós-fixados, que continua favorecida pelo patamar elevado da Selic, além de uma pequena redução em bolsa local. Por outro lado, aumentamos a parcela destinada a estratégias com atuação tática em diversos mercados.

Dividendos

Reduzimos minimamente a posição em renda variável, que segue representativa na composição do fundo, com foco em empresas boas pagadoras de dividendos. Em contrapartida, aumentamos as posições em ativos pós-fixados, acompanhando a taxa Selic.

Premium Multimercado

Reduzimos um percentual nas posições em títulos pós-fixados, que seguem como principal alocação da carteira, diante da Selic ainda elevada. Em contrapartida, aumentamos as posições em inflação curta, que apresenta potencial de ganhos em cenário de flexibilização monetária. Além disso, seguimos diversificados em outras estratégias, como crédito privado local e externo, inflação longa, estratégias globais e renda variável local.

Multiestratégia

Reduzimos minimamente a parcela em juros pós-fixados, que ainda representam a posição majoritária, dado o elevado patamar da Selic. Por outro lado, aumentamos as posições em inflação curta, que apresenta potencial de ganho com o início do ciclo de flexibilização monetária. O fundo segue com exposição em renda variável local, especialmente em setores que tendem a se beneficiar do fim do aperto monetário e que possam oferecer retornos reais com menor volatilidade. As posições em inflação longa permanecem como posicionamento estrutural.

Valor 70

Em dezembro, realizamos redução parcial na alocação em renda variável local. Por outro lado, aumentamos a exposição a pós-fixados. A principal estratégia do fundo permanece concentrada em ações, com foco em papéis negociados abaixo do seu valor potencial.

ASG

O desempenho do fundo foi sustentado pelos setores de siderurgia, mineração, bens de capital e papel e celulose. Entre os destaques positivos, CBA (CBAV3) avançou 26,4%, impulsionada pela recuperação dos preços do alumínio, sinais de virada operacional e revisões favoráveis de analistas.

A valorização do dólar também beneficiou exportadoras do portfólio como Wege, Suzano e Klabin, as duas últimas contaram ainda com a retomada gradual do setor de celulose. Apesar da fraqueza na fibra longa, a fibra curta seguiu em recuperação devido à maior demanda e ajustes de preços internacionais.

Ainda no campo positivo e na contramão do setor de consumo, as ações da Alpargatas (ALPA4) subiram 9,64% no mês. A alta foi impulsionada pelo anúncio de uma restituição de capital de R$ 850 milhões e pela continuidade do turnaround operacional, com o mercado reagindo positivamente ao foco estratégico na marca Havaianas. Instituições como UBS BB e XP Investimentos reiteraram projeções otimistas, reforçando a confiança na recuperação da companhia. Em contrapartida, uma das principais detratoras foi Assaí (ASAI3), cujas ações recuaram 22,9% após analistas reduzirem as projeções de lucro para 2026.

Valor

O fundo encerrou o ano com rentabilidade de 34,42% bruto, frente aos 33,95% do Ibovespa no mesmo período. No entanto, apesar de o índice ter apresentado uma das melhores performances de sua série histórica, esse resultado não traduz a intensidade da turbulência vivida. Ao longo do ano, o mercado enfrentou o impacto do chamado efeito DeepSeek, a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, a imposição de tarifas a diversos países, crises no petróleo decorrentes do conflito entre Israel e Irã, além de medidas tarifárias direcionadas especificamente ao Brasil, entre outros fatores. Todos esses acontecimentos trouxeram bastante risco ao mercado. Nesse contexto, dezembro também foi um mês marcado por forte volatilidade.

Retorno Total

Após um período em que o portfólio do fundo BP TR vinha se comportando bastante bem e recuperado parte da perda do ano, o Ibovespa caiu 4,31% e o fundo perdeu 1,09%, em relação ao benchmark. Isso ocorreu, a despeito de termos um portfólio mais voltado para papéis de qualidade, valor e defensivos, em face destes papéis também terem, em parte, sido algumas das maiores altas do ano.

Em um movimento de maior aversão a risco, os investidores acabaram pesando a mão em alguns destes papéis, onde havia “gordura guardada para queimar” e liquidez abundante. O fundo acabou fechando o ano com uma perda de 2,38%. comparativamente ao Ibovespa, apesar da valorização bruta ter sido bem expressiva no ano, 31,58%.

Brasilprev Multigestor I

O fundo BRASILPREV MULTIGESTOR I FIC MULTIMERCADO apresentou retorno de 0,76% contra 1,22% do CDI. Em 12 meses, o fundo apresenta retorno de 12,33% versus o CDI com retorno de 14,31%. Os destaques no mês foram os fundos KAPITALO K10 PREVI com retorno de 1,75% e o fundo JGP FIFE que rendeu 1,31%. Por outro lado, os fundos OCCAM FIFE e ACE BRASILPREV FIFE tiveram retorno de-0,79% e-0,30%, respectivamente.

O cenário global foi marcado pela continuidade dos cortes de juros nos Estados Unidos, com o Fed reduzindo a taxa e sinalizando mais flexibilizações em 2026. A inflação americana permaneceu sob controle, enquanto o desemprego mostrou leve afrouxamento e o PIB surpreendeu positivamente no terceiro trimestre, caminhando para fechar 2025 próximo de 1,8%. Na Europa, a inflação se aproximou da meta e a atividade seguiu resiliente; já na China, a demanda interna continuou fraca, apesar do estímulo fiscal.

O Copom manteve postura conservadora, com cortes de juros condicionados à evolução da inflação e do mercado de trabalho, ambos resilientes, e as expectativas para início do ciclo de cortes de juros em janeiro perderam força. O Dólar fechou dezembro próximo de R$ 5.50, e a expectativa de crescimento de PIB para o Brasil fechou o ano em 2,4%. O Ibovespa teve alta de 1,3% em dezembro e encerrou 2025 com valorização de 33,95%, melhor desempenho em nove anos, impulsionado pelo fluxo estrangeiro e empresas de commodities.

Brasilprev Multigestor Plus

O fundo BRASILPREV MULTIGESTOR PLUS FIC MULTIMERCADO apresentou retorno de 0,82% contra 0,54% do IHFA. Em 12 meses, o fundo apresenta retorno de 16,36% versus o IHFA com retorno de 15,33%. Os destaques no mês foram os fundos KAPITALO KAPPA PREVI com retorno de 4,23% e o fundo SPX LB MASTER FIPREV que rendeu 2,43%. Por outro lado, os fundos KADIMA TR BRPREV e ACE BRASILPREV FIFE tiveram retorno de -1,68% e 0,30%, respectivamente.

Brasilprev Multigestor Crédito Privado

No mês de dezembro o fundo BRASILPREV MULTIGESTOR CRÉDITO PRIVADO apresentou retorno de 1,19% contra 1,22% do CDI. Em 12 meses, o fundo apresenta retorno de 14,64% versus o CDI com retorno de 14,31%. Os destaques no mês foram os fundos RIZA LOTUS BRPREV CP com retorno de 1,30% e o fundo VINCI RF CP FIFE que rendeu 1,29%. Por outro lado, os fundos BTG CRED CORP PREV e IV BRPREV AB FIFE CP tiveram retorno de 1,16% e 1,18%, respectivamente.

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