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Relatório de Estratégia de Fundos – Junho 2026

Confira as estratégias adotadas pela Brasilprev para os fundos de Renda Fixa e Multimercado.

O primeiro semestre do ano termina com notícias sobre negociações de encerramento dos conflitos no Oriente Médio, a despeito das várias fontes de ruído e de incerteza ainda presentes, especialmente em relação a alguns países da região e à questão nuclear iraniana.

Ainda assim, a perspectiva de retomada da oferta de petróleo nos próximos trimestres contribui para algum alívio. Por outro lado, a percepção de pressões inflacionárias mais persistentes nas principais economias tem levado diversos bancos centrais a adotarem um tom mais cauteloso, reforçando a reprecificação das curvas de juros globais.

O Banco Central dos EUA (Fed), por exemplo, sinalizou maior rigidez na condução da política monetária, com parte dos membros já considerando a possibilidade de novas altas de juros em 2026. Na Europa, o Banco Central Europeu também iniciou um movimento de elevação das taxas, indicando preocupação com a inflação.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic, a taxa básica de juros, para 14,25%, mas manteve um discurso bastante cauteloso, que indica que os riscos para a inflação seguem mais concentrados no lado da alta.

Para as próximas reuniões, o Banco Central (BACEN) manteve a porta aberta para novos cortes, embora entendamos que o ciclo se aproxima de uma pausa, em patamar ao redor de 14%.

Apesar dos dados recentes sugerirem moderação no crescimento do PIB no segundo trimestre, após um início de ano mais forte, o ambiente segue marcado por inflação acima do teto da meta (acima de 4,5%), além de mercado de trabalho aquecido e expectativas de inflação ainda elevadas. Esse conjunto deve manter uma postura mais cautelosa por parte do Banco Central.

 

Índice Últimos 12 meses Últimos 24 meses Últimos 36 meses No ano No mês
CDI 14,78% 28,70% 43,75% 6,85% 1,12%
Ibovespa 23,89% 38,83% 45,68% 6,76% – 1,01%
IPCA 4,64% 10,24% 14,90% 3,36% 0,16%

Estratégias Renda Fixa

Clássico

O fundo mantém uma estratégia conservadora, com todo o portfólio alocado em títulos públicos pós-fixados. Diante de um Banco Central mais cauteloso, refletindo as incertezas dos cenários interno e externo, a taxa Selic deve encerrar o ano ainda em um patamar bastante restritivo. Nesse contexto, os ativos atrelados à taxa de juros tendem a continuar sendo beneficiados.

Clássico Plus

Não realizamos alterações na composição do fundo ao longo do mês. A maior parte do portfólio permanece alocada em ativos pós-fixados, que acompanham o movimento da taxa de juros e seguem sendo beneficiados pela Selic em patamar elevado. A parcela restante continua direcionada para títulos privados de baixo risco.

Crédito Privado

Em junho, reduzimos significativamente as posições em inflação de curto prazo, uma vez que a desaceleração da inflação corrente reduz a atratividade desses vencimentos. Por outro lado, aumentamos as posições em ativos pós-fixados, que seguem sendo beneficiados pelos juros em patamares restritivos.
A parcela majoritária do fundo permanece posicionada em crédito privado de baixo risco. Além disso, mantemos uma pequena posição em prefixados de curto prazo.

FIX

A estratégia do fundo busca acompanhar os movimentos da taxa básica de juros, mantendo baixa volatilidade. Em junho, realizamos pequenos ajustes na alocação, com leve redução das posições em ativos indexados à inflação, uma vez que a desaceleração da inflação corrente diminui a atratividade desses títulos, especialmente os de curto prazo. Também reduzimos a exposição a prefixados de médio prazo, já que seus preços incorporam parte relevante do fechamento das taxas.

Por outro lado, aumentamos a exposição a ativos pós-fixados, que continuam sendo favorecidos pelo patamar ainda atrativo dos juros.

Concept e Estratégia 2025

Os fundos têm como estratégia principal a alocação em ativos indexados à inflação de curto prazo. A desaceleração da inflação corrente, refletida pelo IPCA-15 e pelo IGP-10, reduziu a atratividade dos vencimentos mais curtos.

Para o próximo mês, seguimos com posicionamento reduzido, aguardando maior clareza sobre a trajetória da inflação e da política monetária.

Premium Renda Fixa

Durante o mês, reduzimos parcialmente as posições em prefixados de prazos intermediários, uma vez que seus preços já incorporam parte relevante do fechamento das taxas. Além disso, reduzimos parte das posições em inflação de longo prazo. Embora os riscos fiscais sustentem taxas elevadas, mantemos cautela diante da volatilidade das expectativas de inflação.

Por outro lado, ampliamos as posições em ativos indexados à inflação de curto prazo, aguardando maior clareza sobre a trajetória da inflação e da política monetária.

Ativo Renda Fixa

Ao longo de junho, realizamos reduções nas posições em inflação longa, seguidas por reduções em prefixados de longo prazo e ativos pós-fixados. Por outro lado, aumentamos as posições em inflação de curto prazo, aguardando mais informações sobre a dinâmica inflacionária e a política monetária no país.

Pré Ativo

O fundo mantém 100% do portfólio alocado em ativos prefixados, distribuídos entre prazos curtos e longos.

Em junho, apesar da volatilidade das expectativas para a política monetária, que oscilaram entre a precificação de interrupção do ciclo de cortes da Selic no início do mês e a retomada da expectativa de redução dos juros nas semanas finais, optamos por não realizar alterações na exposição, diante da elevada incerteza sobre o ritmo da política monetária.

Para o próximo mês, seguimos neutros, aguardando maior clareza sobre a trajetória da Selic e da inflação.

Estratégia 2035/Inflação 2045/inflação 2055

Os fundos permanecem totalmente alocados em ativos indexados à inflação de longo prazo. Nos vértices mais longos, apesar de os riscos fiscais sustentarem taxas elevadas, mantemos cautela diante da volatilidade das expectativas de inflação.

Para o próximo mês, seguimos com posicionamento reduzido, aguardando maior clareza sobre a trajetória da inflação e da política monetária.

Crédito Privado Plus e Crédito Privado Plus IQ

Em junho, reduzimos significativamente as posições em inflação de curto prazo, uma vez que a desaceleração da inflação corrente reduz a atratividade desses vencimentos. Por outro lado, aumentamos as posições em ativos pós-fixados, que seguem sendo beneficiados pelos juros em patamares restritivos.

A parcela majoritária do fundo permanece posicionada em crédito privado de baixo risco, mas seguimos com postura conservadora, considerando que os spreads permanecem comprimidos. Por fim, as posições em renda fixa externa permaneceram inalteradas, contribuindo para a diversificação geográfica do portfólio.

Renda Fixa Ativa

O fundo continuou em junho com suas posições estruturais “tomadas” em curvas globais (apostando em alta das yields), principalmente nas curvas dos EUA (partes curta e média), mas também, em menor grau, nas curvas britânica e brasileira, partes média e longa respectivamente.

Porém, dado a alta expressiva das Yields globais (Taxa de retorno) ao longo desse primeiro semestre, principalmente a partir de março, carregamos posições muito menores do que tínhamos em meados de março.

No mais, lembramos que o fundo tem um horizonte de longo prazo e bem estruturante, não sendo um fundo Caixa. Por último, pelo seu conceito de fundo “Ativo”, possui uma volatilidade mais próxima de um multimercado de risco moderado, trabalhando com instrumentos derivativos de renda fixa global e doméstica.

O fundo, portanto, rendeu +1,60% no mês de junho/2026. No 1ºSemestre/26 o fundo rendeu +9,54%.

Estratégias Multimercado

Dinâmico

Em junho, zeramos as posições em renda variável global, realizando ganhos diante da avaliação de que os níveis de preços passaram a incorporar premissas excessivamente otimistas. Por outro lado, aumentamos as posições em ativos pós-fixados, que seguem beneficiados pelos juros em patamares restritivos. As demais posições em prefixados, inflação e bolsa local foram mantidas.

Multi Especial

Seguimos ajustando as posições do fundo, reduzindo parcialmente as posições em inflação longa para diminuir a volatilidade e, em contrapartida, aumentando as posições em ativos pós-fixados. Ainda assim, a parcela majoritária do fundo segue alocada em ativos atrelados à inflação, aproveitando as taxas atrativas. As posições em cotas de multimercados, mais flexíveis para ajustes táticos, foram mantidas.

Long Bias Plus e Private Long Bias

O mês de junho foi marcado novamente por forte fluxo negativo de investidor estrangeiro, contudo, a bolsa brasileira apresentou uma dinâmica melhor na última semana do mês, favorecendo a manutenção e com leve aumento da posição alocada em ações brasileira, via índice Ibovespa, por entendermos que o cenário ainda requer cautela, principalmente com a aproximação das eleições nos Estados Unidos e, principalmente, no Brasil.

Nosso indicador de sentimento Brasil mostrou um nível de medo extremo ao longo de junho, o que corroborou para manutenção da posição, mesmo com o fluxo estrangeiro se mostrando negativo. Continuamos atentos aos eventos locais e globais, que possuem potencial risco adicional. Durante o mês, mantivemos posição de hedge cambial para ativos no exterior, capitalizando em nosso favor o carrego da moeda. Posições pontuais compradas em Dólar costumam ser utilizadas ao longo dos meses como hedge das posições compradas em ações globais. Estamos sem posições em juros Brasil.

As posições se concentraram em Ibovespa, via ETFs e futuros, buscando mais dinâmica na alocação tática, impactando positivamente o resultado para o mês, quando comparado ao seu benchmark

Carteira Prudente e Carteira Equilibrada

Diante de um ambiente mais sensível ao risco fiscal, para reduzir a volatilidade, diminuímos as posições em inflação longa. Além disso, visando realizar ganhos, também reduzimos a exposição à bolsa americana após o otimismo excessivo observado nos preços dos ativos. Diante das incertezas em relação à trajetória inflacionária americana, reduzimos as posições em renda fixa externa.

Por outro lado, aumentamos as posições em ativos pós-fixados, que seguem beneficiados pelo baixo risco e pelo retorno atrativo em um ambiente de juros restritivos. As demais posições em inflação curta e prefixados foram mantidas.

Carteira Dinâmica

Com o ciclo eleitoral e sua tendência de ampliar a volatilidade do mercado, reduzimos significativamente as posições em títulos indexados à inflação de longo prazo no portfólio. Além disso, diante do recente otimismo observado nos preços dos ativos das bolsas americanas, optamos por realizar ganhos em renda variável global.

Em contrapartida, ampliamos a exposição à bolsa local, diante dos preços atrativos, e aumentamos também as posições em ativos pós-fixados, que seguem beneficiados pelos juros elevados.

Carteira Audaz

Em um mês de maior volatilidade para os ativos, seguimos reduzindo o risco do portfólio, diminuindo parte da exposição à renda variável local e externa. Além disso, reduzimos a exposição a ativos prefixados e indexados à inflação de longo prazo, que tendem a apresentar maior sensibilidade aos riscos fiscais e políticos.

Por outro lado, aumentamos a exposição a ativos pós-fixados, que seguem acompanhando o movimento da taxa de juros.

Ciclo 2020

No mês de junho, não realizamos mudanças significativas na composição da estratégia. A maior parcela do fundo permanece alocada em ativos pós-fixados, com o objetivo de acompanhar a taxa básica de juros. As posições atreladas à inflação de curto prazo seguem como um posicionamento defensivo, oferecendo proteção frente a eventuais pressões inflacionárias. A alocação em ativos prefixados continua apresentando taxas atrativas em um ambiente ainda sensível aos riscos geopolíticos.

Por fim, as posições em crédito foram mantidas. O fundo não possui exposição à renda variável em função do atingimento da data-alvo da estratégia.

Ciclo 2030

Durante o mês de junho, reduzimos parcialmente as posições em ativos indexados à inflação de longo prazo, pois, apesar das taxas atrativas, a proximidade do ciclo eleitoral e a sensibilidade e ao risco fiscal tende a ampliar a volatilidade da classe. Por outro lado, aumentamos o posicionamento em ativos pós-fixados, que seguem beneficiados pelos juros elevados.

Ciclo 2040

No mês, reduzimos parcialmente as posições em inflação longa, que tende a apresentar maior volatilidade neste segundo semestre do ano. Em contrapartida, ampliamos as posições em ativos indexados à inflação de curto prazo, bem como em ativos pós-fixados. As demais posições na composição do fundo foram mantidas.

Ciclo 2050

Ao longo do mês, não realizamos mudanças significativas na composição da estratégia. Mantemos posição majoritária em bolsa local, seguida por posições em inflação longa e curta. Para agregar diversificação geográfica ao portfólio, seguimos com posições em renda variável global, além de pequenas alocações em prefixados, crédito privado e ativos pós-fixados.

Zenit

Não realizamos alterações significativas na composição do fundo ao longo do mês. O fundo mantém posicionamento relevante em ativos pós-fixados, de emissão pública e privada, que buscam acompanhar o movimento da taxa básica de juros.

Seguimos também com posicionamento em bolsa local e externa, adotando uma postura mais seletiva na escolha dos ativos, além de pequenas posições em prefixados de curto prazo e ativos indexados à inflação de longo prazo.

Zenit Plus/Zenit Advanced

Em junho, reduzimos apenas marginalmente as posições em ativos pós-fixados, embora elas continuem representando a maior parcela da composição do fundo. Esse movimento teve como objetivo aumentar as posições em bolsa externa, importantes para a diversificação geográfica do portfólio. As demais posições em inflação curta e crédito privado foram mantidas.

Low Vol e Private Low Vol

No mês de junho, em juros domésticos, reduzimos posições aplicadas em juros reais e em juros nominais.

Em ativos externos, zeramos posição comprada em cesta de moedas – Euro, Dólar Australiano, Iene, Coroa Sueca, Coroa Norueguesa, Franco Suíço, Renminbi, Dólar Canadense e Libra Esterlina em relação ao dólar norte-americano e posição relativa entre spreads de crédito, tomado em spreads High Yield x aplicado em spreads Investment Grade. Mantivemos posição comprada em inclinação da curva americana, no trecho 2 anos contra 10 anos.

No tocante à atribuição de performance, as posições em juros reais e nominais domésticos e carteira offshore foram os principais detratores de performance.

Dividendos

Em junho, não alteramos as posições do fundo, que segue majoritariamente alocado em ativos pós-fixados, beneficiados pelos juros em patamares restritivos. A segunda maior posição do fundo continua em bolsa local, buscando oportunidades diante dos preços atrativos dos ativos, após a desvalorização do índice nos últimos meses.

Premium Multimercado

Em junho, reduzimos nosso posicionamento em ativos indexados à inflação de longo prazo com o objetivo de diminuir a volatilidade em um ambiente de piora da percepção de risco fiscal. Além disso, reduzimos as posições em renda fixa global diante das incertezas em relação à trajetória da inflação e da política monetária americana. Por fim, diminuímos a exposição à bolsa americana, pois consideramos que os preços atuais dos ativos passaram a refletir premissas excessivamente otimistas.

Por outro lado, ampliamos as posições em bolsa local, que seguem bastante atrativas nos níveis atuais de preço. Além disso, aumentamos as posições em ativos pós-fixados, que continuam beneficiados pelos juros em patamares restritivos.

Multiestratégia

Durante o mês, reduzimos significativamente as posições em ativos indexados à inflação. Diante das premissas excessivamente otimistas refletidas nos preços atuais dos ativos das bolsas americanas, aproveitamos para realizar ganhos em parte das posições.

Além disso, com o intuito de reduzir a volatilidade, diminuímos parte das posições em bolsa local. Ainda assim, diante dos preços atuais, estamos aumentando gradualmente a exposição a essa classe de ativos. Também ampliamos as posições em ativos pós-fixados, buscando reduzir a volatilidade da carteira e aproveitar o patamar elevado da taxa Selic. As demais posições em inflação curta e prefixados não foram alteradas.

Valor 70

Em junho, não realizamos alterações significativas na composição do fundo. As principais posições permanecem concentradas em bolsa local. A segunda maior alocação segue em ativos pós-fixados, que se beneficiam dos juros em patamares restritivos. Por fim, mantemos posições em bolsas globais, contribuindo para a diversificação geográfica do portfólio.

Private Valor

Ao longo do mês, não realizamos mudanças relevantes na alocação do fundo, mantendo a concentração majoritária em bolsa local e externa, além de um posicionamento em renda fixa no exterior.

ASG

O fundo encerrou junho com retorno de -2,39%, ligeiramente abaixo da variação de -2,34% do índice de referência S&P/B3 ESG Brasil, em um mês especialmente adverso, marcado pela quarta queda mensal consecutiva do mercado doméstico, pela intensa saída de capital estrangeiro e pela pressão do setor de Óleo e Gás e do complexo de siderurgia e metalurgia. As maiores contribuições positivas da carteira no período vieram de WEGE3, ITUB4 e CPLE6.

Do lado dos detratores, Usiminas (USIM5) foi disparado o principal, com forte queda de aproximadamente 23,7%. O recuo refletiu uma correção técnica no papel e o rebaixamento de algumas casas de análise após o rali de +102% acumulado no ano até o início do mês. Além disso, Por fim, Petrobras (PETR3) recuou cerca de 9,5% no período, pressionada pelo colapso do Brent, que cedeu aproximadamente 21% no mês, após acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã, que dissipou o prêmio de risco geopolítico anteriormente embutido nas cotações.

Retorno Total

O Ibovespa, no mês de junho, perdeu 1,01%. O fundo BP TR mostrou uma outperformance, em relação ao benchmark (0,07 p.p.), caindo menos do que o Ibovespa. A continuidade da saída de fluxo estrangeiro contaminou o apetite a risco dos investidores, levando a fuga por segurança.

Optamos, em grande parte do mês, em não ficar posicionado 100% em Bolsa, o que gerou um resultado satisfatório, como no mês anterior. Aliado à estratégia de posicionamento em Bolsa, bem sucedida, adotamos um stock picking com alguma exposição em Bolsas externas, em especial à Bolsa Americana e à Bolsa Coreana e, também, em um portfólio mais defensivo, que foram fatores preponderantes para o sucesso do portfólio no mês. A posição que fizemos de hedge no câmbio, em virtude da exposição em bolsas externas, contudo acabou prejudicando ligeiramente o portfolio, haja vista o dólar ter se valorizado, perante a moeda brasileira.

Os papéis domésticos que melhor performaram no fundo foram Itaú, Copasa (na dinâmica da privatização) e Eneva.

Brasilprev Multigestor I

Junho foi marcado por elevada volatilidade global. Nos EUA, a inflação persistente levaram a comunicação do Federal Reserve a ficar dura, mantendo juros elevados e sustentando o dólar. A normalização do fluxo de petróleo após o acordo entre EUA e Irã reduziu preços de energia, diminuindo riscos inflacionários. o ciclo de investimentos em inteligência artificial seguiu forte, pressionando cadeias e sustentando demanda por commodities.

Na Europa e China, crescimento fraco manteve o quadro heterogêneo. No Brasil, o Banco Central continuou o ciclo de cortes de juros, enquanto expectativas de inflação seguem pressionadas e o cenário fiscal preocupa. A proximidade das eleições aumentou a volatilidade dos ativos. O Ibovespa recuou levemente, com destaque positivo para utilities e negativo para petróleo e bancos. O crédito apresentou resiliência, com fechamento de spreads e retomada do mercado primário.

No mês, o fundo apresentou um retorno de 0,91% enquanto o benchmark CDI apresentou um retorno de 1,12%. Em 12 meses o fundo apresenta retorno de 10,08% e o CDI 16,04%. Os destaques do mês foram os fundos GENOA CAPITAL CRUISE e SPX LANCER PLUS que tiveram rendimento de 1,85% e 1,75% respectivamente. Por outro lado, os fundos KAPITALO K10 PREVI e NEO MULT BRPREV FIFE tiveram retorno de -0,89% e -0,27% respectivamente.

Brasilprev Multigestor Plus

No mês, o fundo apresentou um retorno de 0,45% enquanto o benchmark IHFA apresentou um retorno de 0,51%. Em 12 meses o fundo apresenta retorno de 11,29% e o IHFA 12,20%. Os destaques do mês foram os fundos GENOA CAPITAL PULSE PREV e SPX LANCER PLUS que tiveram rendimento de 2,24% e 1,75% respectivamente. Por outro lado, os fundos KADIMA TR BRPREV e KAPITALO K10 PREVI tiveram retorno de -2,19% e -0,89% respectivamente.

Brasilprev Multigestor Crédito Privado

Junho foi marcado por um ambiente doméstico ainda desafiador para o crédito privado, com manutenção de juros elevados e aumento das incertezas fiscais, especialmente diante da proximidade do ciclo eleitoral. Apesar desse pano de fundo, o mercado apresentou melhora técnica relevante. Observou-se redução no ritmo de resgates dos fundos e maior estabilização dos fluxos, contribuindo para o fechamento dos spreads em diversas classes de crédito, tanto em debêntures CDI quanto incentivadas. Esse movimento refletiu uma recomposição gradual da demanda no mercado secundário.

Além disso, as emissões primárias voltaram a ganhar tração, indicando maior confiança dos investidores. Nesse contexto, o crédito privado segue atrativo, com spreads ainda em níveis interessantes frente ao patamar elevado de juros, favorecendo estratégias com foco em carrego e seleção de risco.

No mês, o fundo apresentou um retorno de 1,14% enquanto o benchmark CDI apresentou um retorno de 1,12%. Em 12 meses o fundo apresenta retorno de 14,28% e o CDI 16,04%. Os destaques do mês foram os fundos VINCI RF CP FIFE e ABSOLUTE DELPHOS FIFE que tiveram rendimento de 1,31% e 1,31% respectivamente. Por outro lado, os fundos ITAU SINFONIA BRPREV e BrasilPrev TOP TP tiveram retorno de 1,14% e 1,16% respectivamente.

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