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Relatório de Estratégia de Fundos – Junho

Confira as estratégias adotadas pela Brasilprev para os fundos de Renda Fixa e Multimercado.

Alguns dos principais bancos centrais do mundo reduziram os juros com cautela, devido aos riscos de inflação. O Fed, o banco central norte-americano, pode seguir o exemplo, mas vai depender se a inflação nos EUA ficará controlada. Essas reduções estimulam a entrada de mais investimentos no Brasil e o fortalecimento do real, diminuindo os preços de produtos importados, a inflação e a taxa de juros. O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic em 10,5%, em um momento de piora das expectativas de inflação para 2024/2025 e da taxa de câmbio. A expectativa de inflação e o enfraquecimento do real afetam a inflação atual, mas as projeções de Selic na Pesquisa Focus indicam possibilidade de redução da taxa de juros.

 

 

Leia o Relatório de Estratégia de Fundos e entenda como o mercado financeiro se comportou e as estratégias adotadas pela Brasilprev para cada fundo.

Estratégias Renda Fixa

Clássico

O fundo mantém estratégia conservadora, com 100% de suas alocações em ativos pós-fixados.

Crédito Privado

O movimento de cautela no setor de varejo se mostrou pontual, com os ativos de crédito apresentando retomada. A crescente procura de papéis tem colaborado para a apreciação dos ativos. O fundo manteve sua posição do mês anterior, com alocação majoritária em ativos de empresas com maior nota de crédito, contando com a diversificação em diferentes setores e pequena exposição em ativos pós-fixados.

FIX

No mês de junho, a volatilidade continuou forte, diante das incertezas em relação às políticas monetárias dos EUA e do Brasil. Ao longo do mês, o fundo reduziu posições prefixada em vértices intermediários e indexadas à inflação de longo prazo, onde, apesar de enxergar um excesso de pessimismo embutido nas projeções das taxas, não visualizamos gatilhos que possam trazer alívio para a curva de juros no momento. O fundo manteve parcela em privados no Brasil e prefixados de vértices mais curtos, aumentando também ligeiramente posições em inflação curta. Para proteção da carteira, houve um aumento das posições tomadas, que se beneficiam em movimento de abertura das curvas. O fundo segue com maior concentração em pós-fixados, com proposta de diversificação da parcela restante.

Fix Plus

Após a reunião do Copom, as chances de aumento de juros em 2024 diminuíram, trazendo alívio à parte curta da curva. Com a Selic projetada para encerrar o ano acima de 10,50%, acreditamos que as taxas apresentam prêmios elevados. Por isso, aumentamos prefixados de curto prazo e reduzimos vencimentos intermediários na carteira em junho. O fundo também reduziu pós-fixados, optando por privado Exterior, acreditando em um alívio das curvas embasado pelos dados recentes que sugerem um arrefecimento da economia, e houve aumento de privados Brasil, que hoje representam parte significativa da carteira.

Concept

O Fundo segue com 100% de sua alocação concentrada em ativos de inflação de curto prazo, cujo segmento pode ser favorecido com as elevadas taxas e a contínua possibilidade de um choque inflacionário não precificado.

Premium Renda Fixa

Fundo reduziu risco de sua alocação, diminuindo exposição em ativos prefixados, principalmente os de vértices mais alongados, diante das incertezas quanto ao momento certo de alívio das curvas, aumentou suas posições de inflação de curto prazo, visando capturar um possível choque inflacionário. Para proteção da carteira, o fundo também aumentou parcela em pós-fixados e ativos que atuam de forma tomada, que se beneficia com o movimento de abertura da curva de juros.

Ativo Renda Fixa

No mês, o fundo aumentou a parcela alocada em privados Brasil, que com a crescente demanda em decorrência da forte captação, segue colaborando para a apreciação dos ativos. Também aumentou a inflação de curto prazo, por apresentar taxas atrativas e com intuito de capturar um eventual choque inflacionário. Para proteção da carteira, aumentamos parte tomada, que se beneficia com a abertura das curvas. Na contramão, o fundo reduziu consideravelmente os prefixados intermediários. A alocação em privados Exterior foi mantida.

Pré Ativo

Em junho, o fundo ficou com concentração em prefixados, reduziu parcialmente alocação nos vencimentos de prazos mais alongados, que apesar de apresentar atratividade em seus níveis atuais, causada pelas incertezas em torno do ritmo de cortes da Selic e sustentabilidade fiscal brasileira, além de um início de cortes tardio nos EUA, ainda persistem dúvidas quanto aos fatores que podem levar a um fechamento das curvas. Com isso, fundo concentra alocação em vencimentos intermediários, aumentando ligeiramente posição em prefixados de curto prazo.

Estratégia 2025

O fundo segue com as suas posições zeradas em pós-fixados e reduziu ligeiramente a alocação em ativos de inflação com vencimentos longos, considerando dúvidas nas políticas monetárias locais e externas e a falta de liquidez nestes instrumentos. No mês de junho, seguiu concentrando suas alocações em veículos de inflação de curto prazo.

Estratégia 2035

No decorrer do mês, o fundo reduziu moderadamente alocação em vencimentos mais alongados, aumentando a inflação de curto prazo. Sua alocação majoritária se manteve em vencimentos mais alongados.

Crédito Privado Plus e Crédito Privado Plus IQ

Fundos com maior parcela de concentração em ativos de crédito privado, seguiu com a mesma alocação do mês anterior, concentrando principalmente em ativos com taxas de retorno mais atrativas, mas ainda com boa qualidade de crédito, enquanto manteve suas alocações em privados no exterior acreditando em um alívio das curvas e pós-fixados Brasil.

Estratégias Multimercado

Dinâmico

O fundo não fez alterações no mês de junho. Manteve exposição majoritária em juros pós-fixados dada a possibilidade de a taxa de juros local se manter em patamares elevados até o final do ano. Manteve a participação em crédito privado local e exterior. Em relação aos juros reais, também manteve a exposição, sendo a maior parcela em inflação curta e o menor percentual em inflação longa. Esse movimento se justifica por conta de grupos de consumo que continuam trazendo pressão inflacionária para o índice. Mantém alocação em renda variável local e diversificação em renda fixa interna e externa.

Multi Especial

Durante o mês de junho, o fundo diminuiu a exposição de prefixados de médio prazo e teve entrada maior em juros pós-fixados e uma pequena parte em renda variável.

Long Bias Plus

O fundo zerou a pequena exposição que tinha em juros prefixados de longo prazo e distribuiu esse percentual em juros pós-fixados, dada a possibilidade de a taxa de juros local se manter em patamares elevados até o final do ano, e em renda variável local. Conforme a estratégia do fundo, a maioria ainda segue em renda variável local. A nossa perspectiva para bolsa no Brasil continua neutra, apesar dos recentes movimentos que levaram para um resultado positivo do Ibovespa em junho.

Private Long Bias II

Em junho, o fundo aumentou um pequeno percentual em juros pós-fixados, dada a possibilidade de a taxa de juros local se manter em patamares elevados até o final do ano. Manteve a exposição que tinha em juros prefixados de longo prazo e reduziu um pequeno percentual a posição em variável local.

Ciclo de Vida 2020

O fundo manteve a alocação majoritária em ativos pós-fixados e de inflação com vencimentos curtos. O fundo também tem como estratégia ativos de crédito privado. Em junho, reduziu um pouco a exposição em papéis prefixados de longo prazo e aumentou um pouco em prefixados de curto prazo e juros pós-fixados. Não há ativos de renda variável, em função do atingimento da data alvo da estratégia.

Ciclo de Vida 2030

O fundo mantém a alocação do último mês. Portanto, hoje temos percentuais expressivos em inflação curta, alocação que se justifica por conta de grupos de consumo que continuam trazendo pressão inflacionária para o índice. Também temos um percentual relevante em Renda variável Brasil, seguido pela parcela pós-fixada, inflação longa e crédito privado local.

Ciclo de Vida 2040

O fundo permaneceu com a mesma a alocação do último mês. Hoje temos percentuais expressivos em renda variável local, seguido por inflação longa e inflação curta. Esta última se justifica por conta de grupos de consumo que continuam trazendo pressão inflacionária para o índice. Também temos um percentual em juros pós-fixados. O restante da carteira está pulverizado em demais ativos.

Ciclo de Vida 2050

Durante o mês, o fundo permaneceu com a exposição majoritária em renda variável local, seguida de inflação longa e renda variável exterior. O fundo está com data-alvo mais longa, portanto mantém posições estratégicas para seu objetivo de mais longo prazo.

Allocation / Allocation Plus

O fundo manteve a alocação muito próxima ao mês anterior. Houve apenas uma pequena redução na exposição em juros prefixados de prazo mais longo e ligeiro aumento em juros pós-fixados. A maioria da carteira continua em juros pós-fixados, seguido de crédito privado local. Seguiu a posição que já estava em inflação curta e longa e percentual de alocação no exterior.

Allocation Advanced

Durante o mês de junho, o fundo reduziu de maneira expressiva o percentual que tinha em juros prefixados de longo prazo e aumentou a exposição em juros pós-fixados. Também diminuiu percentual em renda variável local e inflação longa e aumentou percentuais em estratégias internacionais.

Low Vol

O fundo aumentou a exposição em juros pós-fixados e reduziu esse percentual da parcela de estratégias externas, porém estas ainda seguem sendo a maioria da composição. Os percentuais em juros prefixados mais curtos, inflação longa, crédito privado local e externo, foram mantidos. As outras posições foram mantidas.

Private Low Vol

No mês de junho, o fundo zerou a pequena exposição que tinha em juros prefixados de curto prazo e alocou o percentual em juros pós-fixados. Manteve a posição em crédito privado local e externo, assim como a posição em exterior.

Dividendos

O fundo manteve a alocação de maio. A composição majoritária está em renda variável Brasil, seguida de juros pós-fixados. Mantém percentual em inflação de curto e longo prazo e crédito privado local.

Premium Multimercado

Durante o mês, o fundo reduziu um pequeno percentual em renda variável externa e alocou em renda variável local. O restante da carteira foi mantido, sendo sua alocação majoritária em juros pós-fixados e crédito privado local.

Multiestratégia

No mês de junho, o fundo reduziu sua exposição em juros pós-fixados e aumentou o percentual em renda variável local. Sua maior alocação continua sendo em juros pós-fixados, seguido de renda variável local e inflação curta.

Valor 70

O fundo reduziu em pequeno percentual a exposição em renda variável local e alocou em juros pós-fixados.

Private ASG

Em junho, o fundo teve desempenho superior ao benchmark, com retorno positivo no período. No entanto, no acumulado do semestre, os ativos de renda variável apresentam queda expressiva. Ainda não se sabe se julho terá um desempenho semelhante ao mês anterior, pois o ambiente interno é difícil, com discursos antagônicos entre o Executivo e o Bacen. Questões externas, como eleições no México e na França, e a perda de força recente de Biden em debate eleitoral com Trump, também estão pesando. A depreciação do real foi significativa, em 6,3%, devido ao risco país. Economistas projetam um impacto no IPCA em torno de 20 bps se o dólar continuar em patamar elevado ou se apreciando em relação ao real. O IMAT foi o melhor índice setorial, impulsionado pelas ações de mineradoras e siderúrgicas. A nova carteira do fundo, revisada na virada do ano com base na metodologia dos critérios ESG, apresentou performance positiva em relação ao índice de referência.

Private Valor

O Ibovespa teve um mês positivo, após consecutivas baixas, o valuation e o posicionamento técnico leve trouxeram a bolsa a uma recuperação, mesmo com a depreciação do real. Todos os fatores performaram abaixo do Ibovespa. O fator Valor foi o que obteve melhor performance puxado por empresas de commodities e com exposição ao dólar. A volatilidade e a forte queda do mercado são detratores para o fator Momentum e a expectativa de uma taxa Selic terminal maior prejudica Crescimento. Mantemos nossa visão no curto prazo para fatores mais defensivos, com os fatores Valor e Quality como preferência.

Private Retorno Total

O Ibovespa teve um mês positivo, com alta de 1,48%. Após consecutivas baixas, o valuation e o posicionamento técnico leve trouxeram a bolsa a uma recuperação, mesmo com a depreciação do real. Papéis ligados a transporte, logística e agronegócios apresentaram o melhor desempenho no período, enquanto os ligados ao setor imobiliário e instituições financeiras apresentaram o pior desempenho em junho.

Brasilprev Multigestor Módulo I

No mês de junho, dúvidas relativas ao ambiente fiscal e incertezas quanto à condução da política monetária seguiram impactando negativamente os mercados de risco no Brasil. Nesse ambiente, vimos uma abertura bastante significativa das curvas de juros (nominal e real) e uma valorização expressiva do Dólar frente ao Real. Nos Estados Unidos, os dados econômicos recentes vieram abaixo das expectativas, mas há um aspecto positivo: a inflação apresentou uma dinâmica mais favorável, com sinais de um possível arrefecimento contínuo nos próximos meses, impactando positivamente os ativos de risco nos mercados desenvolvidos.

Brasilprev Multigestor Módulo II

No mês de junho, dúvidas relativas ao ambiente fiscal e incertezas quanto à condução da política monetária seguiram impactando negativamente os mercados de risco no Brasil. Nesse ambiente, vimos uma abertura bastante significativa das curvas de juros (nominal e real) e uma valorização expressiva do Dólar frente ao Real. Nos Estados Unidos, os dados econômicos recentes vieram abaixo das expectativas, mas há um aspecto positivo: a inflação apresentou uma dinâmica mais favorável, com sinais de um possível arrefecimento contínuo nos próximos meses, impactando positivamente os ativos de risco nos mercados desenvolvidos.

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