Relatório de Estratégia de Fundos – Outubro

Confira as estratégias adotadas pela Brasilprev para os fundos de Renda Fixa e Multimercado.

Devido aos resultados abaixo do esperado na indústria e comércio, à divulgação do novo Auxílio Brasil e à desvalorização do real em comparação ao dólar, outubro foi o mês mais difícil para o mercado financeiro brasileiro em 2021. A bolsa teve a segunda maior queda mensal desde o início da pandemia, impactando os investimentos de renda fixa e multimercado de todo o mercado, inclusive dos fundos da Brasilprev. Para os próximos meses, em função de questões macroeconômicas e políticas, ainda há expectativa de oscilações nos investimentos.

 

Acompanhe as movimentações estratégicas nos fundos Brasilprev em outubro:

 

RENDA FIXA

• Clássico
• Crédito Privado
• Fix
• Fix Plus
• Concept
• Premium RF
• Ativo RF
• Estratégia 2025/2035

 

MULTIMERCADO

• Dinâmico
• Premium Multimercado
• Multiestratégia
• Dividendos
• Long Bias e Long Bias Plus
• Ciclo 2020
• Ciclo 2030/2040
• Ciclo 2050
• Low Vol
• Allocation
• Allocation Plus
• Allocation Advanced
• ASG
• Valor
• Retorno Total

 

Clássico

Durante o mês, o fundo continuou buscando a preservação do capital e manteve a exposição em títulos pós-fixados, que seguem a taxa básica de juros e se beneficiam quando há o aumento da Selic.

 

Crédito Privado

O fundo manteve a exposição em torno de 80% em crédito privado, beneficiando-se com a melhora das expectativas econômicas, uma vez que a retomada da economia traga, no geral, uma melhor percepção financeira para as empresas. Na outra parte, estamos alocados em títulos pós-fixados e uma pequena parte em exterior.

 

Fix

Durante o mês, o fundo manteve as estratégias, ficando mais exposto aos ativos pós-fixados e de inflação curta. A elevação da Selic contribuiu para o desempenho positivo dos ativos pós-fixados. Já os ativos indexados à inflação foram impactos negativamente por causa da elevação da curva de juros reais.

 

Fix Plus

Este fundo manteve as estratégias. As principais alocações estão em ativos de inflação, crédito privado e pós-fixado. Os ativos de inflação foram impactos negativamente por causa da elevação da curva de juros reais. Os ativos que contribuíram positivamente para o fundo foram crédito privado e pós-fixado.

 

Concept

O fundo continua alocado em papéis indexados à inflação de duração curta e o restante em ativos pós-fixados. Dessa maneira, ele fica com uma exposição mais defensiva. No mês, os ativos de inflação foram impactos negativamente por causa da elevação da curva de juros reais.

 

Premium RF

A movimentação neste fundo foi a diminuição de papéis prefixados de curto prazo, com esta parcela realocada em títulos pós-fixados, que desempenharam positivamente no mês. Com essas movimentações, o fundo de forma geral está reduzindo gradativamente a exposição ao risco. A performance negativa ocorreu devido aos ativos de inflação e prefixados.

 

Ativo RF

O fundo manteve as estratégias, com maior exposição tática em veículos de gestão ativa.

 

Estratégia 2025/2035

Para o fundo 2025, continuamos mantendo a estratégia. Nossa maior exposição permanece em inflação longa, seguida de uma pequena parcela em inflação curta e o restante em pós-fixado. Também mantivemos a estratégia para o fundo 2035, com maior exposição em inflação longa e pós-fixado.

 

Dinâmico

No mês, continuamos com a maior exposição do fundo em ativos pós-fixados de renda fixa, pois existe uma tendência de alta dos juros. Na renda variável, diminuímos a sua exposição e fizemos operações táticas de proteção para a bolsa atenuar a volatilidade do fundo. Os ativos prefixados, inflação e bolsa local performaram negativamente em outubro. Já as demais alocações performaram positivamente, com destaque para o segmento de investimento no exterior. No geral, seguimos mais cautelosos, visto a alta volatilidade do mercado.

 

Premium Multimercado

Nossa preferência neste momento é manter o fundo com uma duration menor, alocados principalmente em títulos pós-fixados, crédito privado e inflação. A bolsa local contribuiu principalmente para a performance negativa do fundo. Já os segmentos de bolsa no exterior, câmbio e pós-fixados contribuíram positivamente e atenuaram a volatilidade. Com isso, continuamos com as proteções cambiais e de bolsa no exterior em posições táticas. Também reduzimos a exposição em bolsa local e aumentamos o percentual em títulos pós-fixados. No geral seguimos mais cautelosos, visto a alta volatilidade do mercado.

 

Multiestratégia

Reduzimos a exposição em renda variável local e alocamos o percentual em títulos pós-fixados, por conta da tendência de alta de juros. O segmento de renda variável contribuiu negativamente para a performance do fundo no mês. Já as alocações em renda variável no exterior, câmbio, crédito e pós-fixados performaram positivamente, atenuando a volatilidade do fundo. Ressaltamos que continuamos com proteção de bolsa para atenuar a volatilidade e, de uma forma geral, estamos mantendo uma duration menor e adotando um comportamento mais cauteloso, visto as incertezas do mercado.

 

Dividendos

Não fizemos alterações significativas no fundo, desta forma ele permanece com sua exposição em renda variável próximo a 40% e a diferença dividida em diversos fatores de risco em renda fixa. O segmento de renda variável desempenhou negativamente no mês e impactou a performance do fundo. As alocações em pós-fixados e crédito privado performaram positivamente e atenuaram o impacto da performance da bolsa, reduzindo a volatilidade.

 

Long Bias e Long Bias Plus

Continuamos com a maior exposição em ativos de renda variável e não houve grandes alterações no mês. Já em renda fixa, saímos da exposição em prefixados de curto prazo e aumentamos a exposição em inflação de curto prazo e títulos pós-fixados, reduzindo um pouco a duration do fundo.

 

Ciclo 2020

Não fizemos alterações, mantendo o fundo com sua alocação majoritariamente em ativos de Inflação e pós-fixados.

 

Ciclo 2030/2040

Nos Ciclos 2030 e 2040 estamos mantendo nossa duration um pouco menor, visando maior proteção para os fundos. Diminuímos a sua alocação em small caps, trocando por Ibovespa, pós-fixados e crédito privado. Também diminuímos um pouco a sua exposição em títulos prefixados, preferindo os mesmos pós-fixados e crédito privado. Permanecemos com alocação em títulos de inflação e mercado externo.

 

Ciclo 2050

Durante o mês, também atenuamos a volatilidade do fundo, diminuindo alocação em small caps e em prefixados e entrando em Ibovespa, pós-fixados e crédito privado. Permanecemos com alocação em títulos de inflação e mercado externo.

 

Low Vol

Em outubro, reduzimos a exposição em small caps, trocando por Ibovespa e pós-fixados. Também aumentamos a exposição em crédito privado e diminuímos em títulos prefixados de curto e médio prazo, com o objetivo de reduzir a volatilidade do fundo.

 

Allocation

Reduzimos as alocações em prefixados e inflação de longa duração, também aumentamos a exposição em títulos pós-fixados, pois há uma tendência de alta dos juros.

 

Allocation Plus

Com uma tendência na alta de juros, reduzimos as alocações em prefixados e inflação de longa duração e aumentamos a exposição em títulos pós-fixados.

 

Allocation Advanced

Durante o mês, aumentamos a exposição em ativos de crédito e pós-fixados e reduzimos em títulos de inflação. Também mantivemos a exposição em ativos de renda variável local a fim de aproveitar os movimentos do mercado, visto que acreditamos em um cenário positivo até o final do ano.

 

ASG

Promovemos pequenos ajustes na carteira do fundo no mês de outubro, considerando a manutenção do cenário cauteloso para os ativos de renda variável. Dessa forma, mantivemos exposição aos BDRs em uma posição mais favorável aos mercados internacionais em relação ao ISE.

 

Valor

Não tivemos alterações de exposições significativas no portfólio. Os destaques positivos no mês ficaram para os ativos dos setores de alimentos e bebidas (JBS, Marfrig), utilidade pública (Copasa, Neoenergia), petróleo (Petrobras) e financeiro (Banco do Brasil e Bradesco). Na outra ponta, os ativos dos setores de siderurgia (CSN, Usiminas), bens de capital (Randon) e construção (MRV) tiveram rentabilidade aquém do mercado.

 

Retorno Total

Iniciamos outubro com mais cautela, já que o quadro doméstico está mais turbulento no que diz respeito a elevação dos riscos fiscal e econômico. Os ajustes realizados na carteira foram pontuais, com o objetivo de buscar empresas que estejam mais atrativas em nível de valuation e que melhor se adequem ao cenário atual.

Em razão do que foi dito acima, as principais mudanças foram aumento/inclusão de exposição em bens de capital e supermercados e exclusão/redução de participação nos setores de mineração, consumo e em instituições financeiras.

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