Olhe para sua vida financeira através de um espelho.

O que parece ser um simples objeto tem muito a ensinar sobre como refletir o sucesso que você espera em um planejamento financeiro.

Você sabe qual a origem do espelho e o que o surgimento dele fez na nossa cultura?

Eu não sabia até fazer uma viagem para Veneza, a cidade famosa pelos seus canais e pela produção de vidros artesanais, os cristais de Murano.

 

Estava visitando um museu e ele exibia o primeiro vidro arredondado, bem fininho, produzido no século 14. Esse vidro foi o material que deu origem, um pouco mais tarde, aos espelhos.

 

Antes disso, os “espelhos” eram superfícies de metal polido que geravam uma imagem meio retorcida e bem pouco nítida.

Pela primeira vez, foi desenvolvida a técnica de aplicar uma mistura de estanho e mercúrio sobre uma superfície de vidro, formando uma fina camada refletora muito brilhante.

 

Essa invenção fez tanto sucesso que o rei Luís XIV, da França, encomendou os famosos espelhos de Versailles, seu palácio monumental, onde havia uma sala só de espelhos que brilhavam para homenagear a grandeza do Rei Sol.

 

O segredo da produção de espelhos, que era caríssima, ficou guardado a sete chaves até o século 19, quando se descobriu uma nova forma de espelhar o vidro usando prata química, o que simplificou e barateou a produção, popularizando esse objeto.

 

 

E não é que melhorar clareza do lado de fora, começou a melhorar a clareza do lado de dentro.

Mais do que a história, o que me intrigou naquela visita foi o paralelo que o museu fez com a mudança de pensamento das pessoas da época.

 

Com a chegada dos espelhos, pela primeira vez na história, as pessoas podiam se ver com clareza. Até esse momento, ao se olharem em alguma superfície, as imagens distorcidas geradas faziam com que elas vivessem com seu olhar voltado para fora, preocupadas com os outros, com seus pequenos grupos ou famílias, percebendo muito pouco de si mesmas.

 

Com a introdução do espelho, dizia a reportagem do museu, quem o utilizava tinha a oportunidade de ver bem a si mesmo. De se reconhecer na imagem refletida, e isso causaria uma mudança na sua maneira de pensar: ela passaria a ter mais consciência de si mesma, de sua existência e, consequentemente, de suas ações e, posteriormente, de seus desejos e necessidades.

 

A cultura mudou. Nossa civilização passou a colocar o indivíduo no centro e a voltar o olhar para o interior, para o que é subjetivo a cada pessoa. Eu fiquei abismada com essa informação e, claro, imediatamente, a associei ao meu trabalho, que é ajudar as pessoas a entender e modificar seus comportamentos financeiros.

 

 

O sucesso do seu planejamento financeiro exige reflexão.

Uma das maiores dificuldades quando começamos a nos organizar financeiramente e nos planejar, é a montagem e o gerenciamento de um orçamento pessoal. Porém, fazer isso é fundamental. Olhar para si. Colocar sua vida financeira em frente a um espelho para que ela possa ser vista. E, raramente, fazemos isso.

 

Ainda falando de planejamento financeiro pessoal, depois de montado todo o orçamento, o passo seguinte é definir prioridades de gastos para poder gerenciá-los. É nessa hora que o espelho precisa se voltar para você, pois o critério mais importante para orientar as escolhas financeiras do orçamento é diferenciar o que é desejo do que é necessidade.

 

Fazendo isso, você consegue montar uma hierarquia de gastos, em que as necessidades vêm em primeiro lugar e é sempre bom lembrar que poupar para o futuro é uma prioridade, uma necessidade, e está no topo da lista.

 

Em seguida, você identifica os seus desejos e sonhos e separa uma parte da renda para ser poupada, a fim de conseguir realizá-los.

Só que, para isso acontecer, você precisa conhecer seus desejos, além das suas necessidades. Precisa, mais uma vez, se ver através de um espelho, desvendar quem é você internamente. E aí uma coisa muito interessante acontece.

 

Você descobre quem você é internamente e, ao colocar o espelho na sua vida financeira, pode comparar as duas imagens. Será que sua vida financeira, seus gastos, suas escolhas econômicas e seus hábitos de consumo estão de acordo com a imagem interna de você mesmo?

 

Minha experiência me diz que, na maioria das vezes, não. Que, ao fazermos esse exercício, descobrimos que gastamos muito dinheiro em coisas que não são tão importantes assim para nós e que acaba sobrando pouco para investirmos naquilo que faz mais sentido para a gente. Ou até para cuidarmos do futuro quando desejamos ter uma vida confortável.

Hoje em dia, temos uma versão atualizada do espelho veneziano e que também nos permite ver, com mais clareza ainda, quem somos nós: as selfies. Viramos as câmeras para nós mesmos e procuramos o que há de melhor, o melhor ângulo ou o melhor sorriso.

 

 

Passe um pano no seu espelho e enxergue melhor a sua jornada.

Te convido a virar a câmera para você. Colocar a sua vida financeira de frente para o espelho e conferir se a imagem que aparece nos seus extratos bancários está de acordo com seus desejos e necessidades.

Se você encontrar distorções, o que é bem provável de acontecer, não perca tempo.

 

Comece a fazer as mudanças agora mesmo! Dedique-se a produzir uma imagem fiel de você mesmo a fim de garantir uma vida financeira saudável e em harmonia com seus desejos, sonhos e necessidades. Volte o olhar para si mesmo e defina táticas para chegar aonde você quer. E, claro, conte com a Brasilprev para fazer isso.

 

Dê uma olhada no Brasilprev Carteira, o qual permite que você contemple você mesmo, defina seus objetivos e escolha a estratégia que faz mais sentido para você, a fim de viabilizar seus sonhos e metas.

 

Coloque um espelho na frente de sua vida financeira e se veja de um jeito diferente, mais brilhante, claro e colorido!!!

 

Renata Taveiros, Neuroeconomista.

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