Sobre finanças pessoais e seguir instruções

Na vida financeira, a linha tênue entre "é chato seguir instruções" e "porquê isso está dando errado?" é mais delicada do que você imagina.

Eu estava na aula final do meu curso de neurociência e a professora trouxe um modelo tridimensional do cérebro, em cartolina, para ser montado. Assim que ela distribuiu o material avisou, “antes de começarem a montar, leiam atentamente as instruções e sigam o passo a passo”.

 

Logo o trabalho começou. Recortamos todas as partes e começamos a montar. Aí, olhamos para o lado e vimos que outros grupos estavam pintando às diversas partes do cérebro com cores diferentes.

Eu olhei para a minha amiga e dissemos:

– Ah! Vamos fazer do nosso jeito! Pintamos depois!”.

E seguimos montando, usando o que nos lembrávamos das aulas de anatomia e da posição de cada uma das áreas cerebrais. Colamos tudo direitinho, até que começou a não dar mais certo.

Você deve estar se perguntando: ué? Como assim?! Não tinham as instruções?. Pois é…

O nosso modelo estava molenga e caindo para os lados, enquanto

os dos colegas estavam tomando forma e ficando bem bonitos, estruturados e firmes, como era de se esperar, assim como o da foto:

Foto: arquivo pessoal de Renata Taveiros de Saboia

 

Nesse momento, chamamos a professora e dissemos, com a maior cara de pau:

– Professora, não está dando certo! Pode nos ajudar, por favor?

Ela, então, com muita delicadeza, nos perguntou:

– Vocês seguiram às instruções? Olhem só, esta parte que sustenta o modelo está ao contrário!!!

Você pode imaginar a nossa cara de “sem graça”, pois, é claro, nós não seguimos instrução nenhuma.

Mas, aqui para nós, o que é interessante é entender o que houve dentro da minha cabeça e na da minha amiga, Marina.

No começo do exercício, uma olhou para a cara da outra e falou:

– Nós sabemos direitinho as partes do cérebro. Seguir as instruções é chato, trabalhoso, dá a maior preguiça. Vamos fazendo que vai dar certo.

E ainda pensamos na nossa cabeça:

– Afinal, somos inteligentes e montar um modelo de papel não pode ser tão difícil assim.

Hahaha, só que não.

 

É justamente isso que acontece com a gente.

Temos bastante resistência em seguir instruções ou aceitar conselhos. Achamos que sabemos o suficiente e, em geral, temos uma confiança excessiva em nossas habilidades para resolver desafios, mesmo que envolvam um conhecimento técnico que, muitas vezes, não temos.

Minha própria professora precisou seguir as instruções para nos ajudar a consertar nosso modelo.

E mais ainda: se resolvermos pedir a ajuda de alguém, dependendo da disposição emocional que percebemos na outra pessoa, seguiremos, ou não, a orientação recebida.

Se a pessoa que nos deu o conselho estava expressando uma alegria, mesmo que discreta, em sua expressão facial ou voz, ficamos mais dispostos a aceitar sua orientação.

No entanto, se percebemos, mesmo que de forma inconsciente, uma expressão de braveza, nos tornamos menos receptivos à opinião oferecida e menos dispostos a seguir o conselho.

Isso se aplica também no caso de a resposta vir de pessoas desconhecidas, com as quais não temos conexão emocional, ou, ainda, de pessoas com um conhecimento específico superior ao nosso em relação ao conselho que procuramos.

Ou seja, as expressões emocionais dos outros, percebidas por nós, influenciam nossa decisão de seguir ou não os conselhos que nós mesmos procuramos. Todo esse nosso modo de funcionar causa um grande impacto em nossa vida e, inclusive a financeira.

Você já sabe que precisa acompanhar de perto seus investimentos e, de tempos em tempos, conversar com seu consultor e atualizar as escolhas da composição do seu fundo de investimento.

Já temos aqui um primeiro empecilho, que é sair da inércia e ter uma atitude ativa em relação às nossas posições financeiras.

Quem acompanha o DESCOMPLICADAMENTE lembra que nessa situação estamos sob o efeito do viés do “status quo”, aquele “deixa do jeito que está para ver como é que fica”.

Hoje você aprendeu que, mesmo que tenha ido buscar um conselho, haverá uma resistência em segui-lo, somos assim. E mais, sua decisão de seguir ou não a orientação pedida vai depender de como você, de forma não consciente, interpretou a expressão emocional de quem está te oferecendo a recomendação.

Tudo isso pode acabar te levando para bem longe de sua meta final. Exatamente como meu modelo de cérebro ficou bem diferente daquele sugerido nas instruções.

 

O que fazer então?

Procurar alguma alternativa que elimine essas dificuldades e ofereça uma solução sem esforço para você.

Uma escolha que funciona bem é deixar que pessoas do mercado imprimam esse dinamismo na sua carteira por você. Procurar uma opção que facilite a sua tomada de decisão e, ao mesmo tempo, assegure eficiência ao alcance dos seus objetivos.

Com isso, você consegue contornar essa resistência natural a seguir conselhos.

O novo plano Brasilprev Carteira faz isso. É um modelo de fundo de previdência em que você escolhe a estratégia que faz mais sentido para sua vida, a fim de permitir que alcance seus objetivos com mais facilidade e de acordo com seu perfil de exposição ao risco.

A partir daí, quem vai dar o dinamismo tão necessário aos seus investimentos é uma equipe técnica especializada. Você não precisa se preocupar em ficar diversificando seus fundos de acordo com o cenário econômico, o fundo faz essa autogestão, além de você também ficar por dentro de todas as decisões via relatórios mensais enviados por e-mail e poder contar com os consultores da Brasilprev sempre à sua disposição.

Com isso, você contorna duas das principais dificuldades que aparecem na hora de cuidar do seu dinheiro: o viés de “status quo” e a dificuldade em seguir orientações, e fica mais perto de conquistar seus objetivos com rapidez e eficiência.

E lembre-se: siga atentamente o manual de instruções!

Renata Taveiros, Neuroeconomista.

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