Série Entendendo os Dados Econômicos: Inflação? Conheço, é aquilo que faz o preço de tudo subir, né?

Também, mas tem muito mais por trás disso! Claro que, aqui na nossa série, você ficará por dentro de tudo sobre os índices de inflação.

Esses índices são usados no mundo todo e servem para medir a variação de preços em um determinado período do tempo. A ideia aqui é pegar uma cesta fixa de bens e acompanhar o preço no decorrer do tempo. Essa cesta tenta refletir o comportamento de consumo das pessoas e acaba demonstrando o custo de vida da população.

Existem diferentes índices no Brasil, cada um com uma metodologia diferente e que são calculados, na maioria das vezes, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), FGV (Fundação Getúlio Vargas) e Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

E como isso chega na gente?

Além desses índices impactarem nossa cesta de consumo, eles acabam impactando também nossos investimentos. Primeiro porque a inflação mede a desvalorização gradual do dinheiro. Se ao longo do tempo não tivermos o rendimento de pelo menos o índice de inflação daquele ano, o investidor perderá dinheiro.

É aqui que entra o conceito de poder de compra. Se a sua cesta de bens está sendo reajustada a um índice de preços médio de 5% ao ano, por exemplo, seus investimentos deveriam render, pelo menos, esses 5%, para que não houvesse perda de poder de compra no período.

Claro que essa tarefa acabou se tornando bem mais difícil desde o movimento de queda da taxa Selic (que passou de 14,25% em 2015 para 4,25% atualmente), especialmente no período em que a taxa se manteve em 2% a.a.

Viu só como esse tema é importante? Além disso, muitos investimentos têm seu rendimento atrelado a alguma taxa de inflação, o que significa, entre outras coisas, que haverá uma tentativa de acompanhamento das taxas de inflação correntes durante o período de aplicação.

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