Série Entendendo os Dados Econômicos: O tal do IGP-M...

Também chamado de Índice Geral de Preços do Mercado, é um índice de inflação calculado mensalmente pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e composto por itens agrícolas, industriais e de serviços à população.

Ele é considerado o índice de preços do produtor, já que tem em sua composição diversos insumos dos principais setores produtivos do país.

Vamos por partes:

60% do IGP-M é composto pelo IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), onde se analisam os preços de commodities agropecuárias, além de produtos industriais.

30% é o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), no qual se calcula a variação de preços dos principais itens da cesta de consumo da população.

E os outros 10% estão ligados ao INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), composto pelo custo de equipamentos e materiais, serviços e mão de obra da construção civil.

Entendi, mas qual a finalidade do IGP-M?
O IGP-M é usado como base para o reajuste de diversas tarifas e contratos. Entre os mais comuns, estão os de energia elétrica e os aluguéis residenciais e comerciais. Esse índice é o mais utilizado nesses contratos por refletir a situação econômica de maneira mais ampla.

Nos últimos 2 anos, as discussões sobre esse índice têm se intensificado graças à, cada vez mais notável, diferença entre ele e o IPCA. Em 2020, o IGP-M apresentou alta de 23,1% contra 4,5% do IPCA. O mesmo movimento acontece em 2021, devido aos altos preços de commodities e à taxa de câmbio em patamar acima de R$ 5,00 no Brasil. Com isso, as negociações para reajustes olhando o IPCA têm crescido e devem continuar crescendo nos próximos meses, dado que a expectativa é de, novamente, o IGP-M acima do IPCA em 2021.

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